
Jean Mota foi titular contra o Bahia (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
O meia Jean Mota segue prestigiado pelo técnico Cuca e como titular do Santos.
Na entrevista coletiva depois da vitória contra o Bahia, o treinador fez questão de elogiar o meia e de pedir mais paciência para os torcedores.
“Jean Mota é alvo de críticas da torcida, mas torcedor precisa entender que são as peças que temos. Com tolerância maior, futebol será melhor. Todos vão ler. Se não lerem, vão falar que ganhou nota 4, por exemplo. Existem outras valias, preenche espaço e faz coberturas que meninos não sabem fazer. Algumas peças vão correr um pouco mais para outros jogadores”, disse Cuca, que complementou:
“Falta ritmo de jogo, é nítido. Foi artilheiro do Campeonato Paulista com ritmo maravilhoso, tudo que fazia dava certo. Estamos recuperando o Jean. Precisam ter mais paciência e tolerância com ele”.
Jean Mota deve ser titular do Santos no jogo diante do Ceará, na próxima quarta-feira, pela volta das oitavas de final de Copa do Brasil. A primeira partida terminou em 0 a 0. Por isso, quem vencer no Castelão fica com a vaga. Em caso de empate, a decisão será na disputa de pênaltis.
“… Torcedor precisa entender que são as peças que temos..”; faz coberturas que meninos não sabem fazer”. O Cuca assume que o jogador não é lá essas coisas, mas é isso que temos. Quanto a saber fazer cobertura, há controvérsias. O Jean Mota parece que foge de divididas, tanto é que a sua melhor fase foi quando jogou de falso 9, chegando de frente para o gol, com menos obrigação de marcar. O Cuca deveria colocar o Jean Mota num 4-4-2, com dois volante e dois meias. Jobson e Pituca, Ceará (Lucas Lourenço) e Jean Mota. Ou, ainda, Alison (Ivonei) e Pituca; Jobson e Jean Mota, com Jobson como meia. O Lucas Lourenço tem a mesma dificuldade que o Jean Mota para jogar de costas para o ataque. Como e franzino, não consegue reter a bola quando a marcação aperta. Essa ideia do Cuca de que alguns jogadores precisam correr mais pelos outros faz com que alguns esqueçam sua função principal, como o Kaio Jorge, o Arthur Gomes e o Lucas Braga. Jogadores que correm de uma área a outra, sem objetividade, numa suposta função tática. O Kaio fica longe da área e quando chega, esta sem pernas. O drible sai longo, o passe sem precisão, não consegue raciocinar rápido para dar um toque de primeira e não tem velocidade para chegar na frente do adversário. O Santos FC do Cuca deve ser um dos raros times em que os jogadores não conseguem armar um contra-ataque porque tem algumas peças que estão desgastadas. O Kaio, o Marinho, dão uns quatro ou cinco toques na bola, e retornam a bola para a defesa, matando o contra-ataque. Os conceitos do Cuca são muito confusos, deveria fazer o simples. Joga quem estiver melhor e cada um corre para fazer o melhor na sua função. Por exemplo, Se o Felipe Jonatan não consegue correr, que se coloque o Palha. Se o Jobson cansa, que entre outro no lugar. Não dá para colocar o Jean Mota (Arthur Gomes) para auxiliar o Jônatan, o Kaio para recompor como se fosse volante porque o Pituca precisa ajudar o Jonatan, ou o Braga para cobrir a lateral porque o Madson está jogando de ponta. Considerando a última partida de aspirantes, o Ceará parece ser melhor meia do que o Jean Mota e o Lucas Lourenço. Vai ser um grande erro abrir mão de um meia num momento em que não se pode contratar. O Cuca fez vários jogos com Arthur Gomes, improvisado, jogando mal e deu poucos minutos para o Ceará mostrar alguma coisa. E vamos de Jean Mota…