
Jesualdo soma seis partidas no comando do Peixe, com três vitórias, dois empates e uma derrota (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
O empate com a Ferroviária na noite deste domingo não agradou os torcedores, jogadores e nem ao treinador Jesualdo Ferreira. O técnico português falou depois do jogo, admitindo o desempenho ruim da equipe na partida em Araraquara.
“Acho que não há muito a dizer. Aquilo que vou transmitir é muito claro. Foi nosso pior jogo no ano. Era esperado que fizéssemos um jogo bom, depois do último. Algumas vezes não conseguimos explicar muito bem como as coisas vão acontecendo. Não entramos bem no jogo. Não fomos capazes. É um jogo para nós conversamos, tentarmos encontrar soluções. Foi um jogo fora da lógica”, explicou Jesualdo, que quer foco no trabalho para o time voltar a melhorar.
“Vamos tentar buscar razões para explicar isso. Humildemente temos que dizer que jogamos mal. Trabalhar para que no próximo fazermos um bom jogo”.
Jesualdo terá a semana livre para trabalhar o time do Santos antes da partida da próxima rodada, contra o Ituano, no sábado de Carnaval. Nesta segunda o elenco ganhará folga e o expediente no CT Rei Pelé retorna na terça de tarde, às 16h.
O conceito de jogo do Jesualdo é ruim. Impossível não comparar com o trabalho do Sampaoli. Com o argentino, o time ficava exposto porque na saída de bola o Santos colocava quase o time inteiro no campo do adversário, dava profundidade. Os laterais ajudavam o meio de campo. Com o Jesualdo, o Alisson, enfiado entre os zagueiros, tenta organizar a saída, mesmo tendo um passe ruim. O Sanches abre de um lado, o Pituca do outro e deixam um buraco no meio. Como a transição e lenta, o Santos tenta carregar a bola desde o meio do campo, pegando a defesa adversária bem posicionada, encaixada. O Soteldo e o melhor atacante do Santos, mas não é um Neymar, um Edu, um Joao Paulo. Se dá bem no um contra um, mas no um contra dois fica difícil e no um contra três é impossível. O SoteldoSoteldo precisa receber bola em velocidade, já perto da grande área. Se precisar voltar, os marcadores levam vantagem. O Sasha que era um jogador tático com o Sampaoli, forçando erros da defesa adversária, fazendo marcação alta e recompondo o meio, no esquema do Jesualdo fica isolado na frente e não vê a bola. Corre muito e produz pouco. O Pituca está totalmente perdido. E, se o Sampaoli era criticado por deslocar jogadores para outras posições, o que dizer do Raniel na ponta direita? O Sanches pega a bola e o time está todo recuado, sem ninguém espetado na frente. Não tem profundidade. Assim, o uruguaio tenta carregar a bola, mas não tem velocidade e força física. A perna fica pesada, erra os passes. O Jesualdo pegou um time que tinha alguns defeitos, mas tinha também virtudes. Era um time muito bem treinado. Nesse mesmo período do ano passado, o Santos era notícia em todas as mídias pelo futebol ofensivo e pela rápida adaptação ao esquema do Sampaoli. O time tinha uma forma de jogar bem definida. Neste momento, o time do Jesualdo é uma bagunça e mal consegue encarar um dos lanternas do paulistinha. O que será que faz a enorme técnica portuguesa, o que fazem os analistas de desempenho, porque o trabalho não evolui, mesmo tendo a semana livre para treinar. Esses caras eram comentaristas de futebol na Europa, devem ter visto como atua uma equipe grande. Aquele rachao secreto de sete contra sete, “novidade” trazida pelo Jesualdo, só serve para recreação.
Sai fora …volta pra Portugal…..será que o Peres não esta vendo que esse técnico está fora da realidade ou seja ultrapassado.
Sai Fora