
Jesualdo se pronunciou pela primeira vez sobre a saída do Santos (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
O técnico Jesualdo Ferreira se pronunciou pela primeira vez após a demissão do Santos, anunciada na última quarta-feira. Em sua coluna semanal no jornal O Jogo, de Portugal, o treinador falou sobre o trabalho realizado nos sete meses de clube e considerou a decisão uma atitude “pouco corajosa de um presidente”.
“Quando recebi o convite para ser treinador do Santos senti orgulho, é o clube do Pelé disse para mim, não pensei, aceitei e parti para uma das mais difíceis tarefas da minha vida pessoal e profissional. Sempre gostei de grandes desafios, tive muitos na minha carreira, venci muitos mais do que perdi, felizmente. Com 10 dias de treino, começou a competição sem parar no Paulistão e Libertadores. Ganhamos a série do Campeonato Paulista e a equipe é líder do grupo na Libertadores com dois jogos e seis pontos. A equipa começava a dar sinais de equilíbrio e de entendimento de processos. No último jogo antes da pandemia, contra o fortíssimo São Paulo, ganhávamos ao intervalo, mas já tínhamos uma expulsão… Após quatro meses de paralisação, regressamos ao trabalho e os problemas do clube aumentaram e prejudicaram o rendimento de todos. As expulsões em todos os jogos, quando já estávamos em vantagem, a rescisão de contrato de jogadores e o sentimento de insatisfação indicavam o desequilíbrio emocional que reinava na equipa. Quatro jogos seguidos a jogar com 10, nunca tinha vivido nada assim, e derrota e um empate quando já ganhávamos os jogos, foram interpretados pela direção do clube como a necessidade de mudar, não o rumo que o clube levava, mas sim o treinador. Medida muito fácil de tomar, no caso, de pouca coragem do presidente. Tenho a consciência tranquila no trabalho que realizamos, que foi muito bom, tal como muitos reconheceram. Os torcedores do Santos, torcedores no Brasil, são realmente excepcionais, e a eles quero deixar um abraço e um muito obrigado. Foi um prazer treinar o Santos”, escreveu o treinador.
Jesualdo Ferreira também citou o trabalho de integração com as categorias de base. O treinador deu a primeira chance no profissional ao atacante Renyer e promoveu diversos atletas para o profissional.
“Importa esclarecer e lembrar alguns mais esquecidos, que o meu trabalho no Santos foi além de treinar e dirigir a equipe profissional. Em conjunto com o William Thomas, uniformizamos os processos de treino e avaliação de jogadores de sub-20 e equipe B. Assim, o António Oliveira e o Daniel Gonçalves passaram a dirigir também, a partir de fevereiro, o trabalho com os jogadores mais novos. A passagem de Alex, Palha, Ivonei, Ceará, Reinier e Marcos Leonardo para a equipe profissional foi gradual no tempo, onde encontraram Kaio e Sandry do ano de trânsição. Estava prevista já a entrada de Alanzinho, Lucas Lourenço e Matheus Moraes. A integração destes jogadores não foi difícil, com processos idênticos a informação e a prática são mais facilmente apropriados. Com o calendário de muitos jogos, todos eles iriam ser utilizados e, talvez , um ou mais viessem a ser jogadores de futuro. O projeto estava em marcha! Sem dinheiro e sem poder inscrever jogadores, só havia um caminho: desenvolver o talento que existe com trabalho competente. O outro caminho seria desistir, mas isso não faz parte do meu DNA”, afirmou.
Para finalizar o texto, o técnico Jesualdo Ferreira elogiou muito o trabalho do ex-diretor William Thomas, que pediu demissão do clube após a saída.
“William Thomas, um nome, uma grande pessoa de muito caráter, uma personalidade. Pediu a demissão por não concordar com a minha saída. Na minha carreira nunca conheci ninguém como ele, tão capaz e competente. O clube perdeu a pessoa que podia gerir todo o processo desportivo e comercial de uma marca tão poderosa como o Santos”, afirmou o ex-técnico santista.
O presidente é um lixo, mas seu trabalho não ficou atrás. O erro foi trazelo, mas com 5milhoes no bolso, da pra voltar pra terrinha e ser feliz. Azar do Santos que vai ter que arcar com mais essa burrice desse presidente lixo.