
Jobson marcou na vitória do Santos no Morumbi (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
O Santos vai atuar em meio a SuperData Fifa e cumpre um jogo atrasado válido pela 21ª rodada do Brasileirão. Nesta sexta-feira (02), o time do técnico Cuca enfrenta o São Paulo, às 20 horas, no Morumbis. A última vitória santista sobre o rival na casa deles em jogos válidos pelo Brasileirão foi há cinco anos, em meio a pandemia, com gol de Jobson.
Jobson relembrou sobre o clima da partida diante de portões fechados em rodada válida pelo segundo turno do Brasileirão de 2020, que aconteceu no dia 10 de janeiro de 2021. Além disso, Cuca era o técnico também na época e poupou alguns titulares de olho na final da Libertadores.
“Foi um momento muito importante para mim. Lembro que alguns titulares foram poupados e outros jogadores ganharam uma oportunidade justamente porque o professor Cuca ainda tinha algumas dúvidas em relação à escalação para a final da Libertadores. Fui feliz em aproveitar a oportunidade e marcar o gol, mas infelizmente, acabei sofrendo uma lesão na véspera da final. Foi um momento de sentimentos mistos, porque vivi a alegria de marcar em um jogo tão importante, mas também a frustração de não poder estar em campo na decisão”, ressaltou.
A equipe santista foi a campo com: João Paulo; Madson, Laércio, Alex e Jean Mota (Luan Peres); Jobson (Alison), Vinicius Balieiro (Diego Pituca) e Sandry; Arthur Gomes (Pará), Bruno Marques (Kaio Jorge) e Lucas Braga. No banco: Vladmir, Luiz Felipe, Soteldo, Ângelo, Marcos Leonardo, Lucas Lourenço e Ivonei.
“Por conta da pandemia, era tudo muito diferente e mais protocolar, com poucas pessoas no estádio. Mas lembro bastante das palavras do professor Cuca antes daquele jogo. Ele nos passou que era uma grande oportunidade, não só por ser um clássico, mas também porque a final estava próxima e ele ainda não havia definido todos os titulares. Então, para nós, era uma chance de mostrar que estávamos preparados para jogar uma decisão”, completou Jobson.
Hoje, o meio-campista está em outra fase da carreira e defende o Ajman Club (Emirados Árabes Unidos). O atleta comentou sobre o amadurecimento ao decorrer desses anos e ressaltou a complexidade do trabalho para formar um jogador.
“Acredito que estou vivendo o melhor momento da minha carreira no Ajman. Amadureci muito como jogador e também passei a enxergar o futebol de uma maneira diferente. Hoje, longe das lesões e contando com uma equipe bem estruturada fora de campo, percebo o quanto o trabalho extracampo faz diferença. Quando você consegue ter esse suporte e estar bem fisicamente e mentalmente, consegue se concentrar ainda mais dentro de campo e evoluir como atleta”, concluiu.
HISTÓRICO
Jobson é natural de São Paulo e tem 31 anos. O jogador começou na base do Coritiba e depois foi para o Palmeiras, onde chegou a estrear pelo profissional e foi emprestado ao Santo André e ao Nacional. Posteriormente, foi contratado pelo Náutico e depois emprestado ao Red Bull Bragantino, onde ganhou destaque e foi comprado em definitivo.
E em 2019, foi contratado pelo Santos, onde ficou até 2022. Ao todo pelo Peixe, foram 43 confrontos, com três gols marcados e uma assistência. Pouco utilizado por Sampaoli, o jogador foi titular e destaque na temporada 2020. Mas perdeu espaço no ano seguinte e foi emprestado ao Náutico em 2022. E ainda participou da campanha do vice-campeonato da Libertadores com o Alvinegro.
Desde a saída do Santos, passou por Al-Kholoo (Arábia Saudita), Al-Arabi (Catar), Al-Dhafra (Emirados Árabes Unidos) e e recentemente fechou com Ajman Club (Emirados Árabes Unidos).




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