Meia Gonzalo Castellan condenou arbitragem do jogo (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

O meia Gonzalo Castellani, do Unión La Calera, fez uma forte declaração nas redes sociais após a partida contra o Santos, na Vila, pela Sul-Americana. O Peixe venceu por 1 a 0 e o time chileno se viu prejudicado em vários aspectos, como alega o jogador.

“O pior é que o estádio facilmente se transformou em terra de ninguém, onde um torcedor local tem absoluta facilidade de entrar e golpear um companheiro, onde a delegação do Santos não tem problemas em aplicar golpes ao estafe e jogadores, onde ninguém pode frear uma chuva de cusparadas e insultos provenientes de todos os lados do campo”, disse em nota.

Uma das maiores reclamações do chilenos é em relação aos acréscimos. Após expulsões de Léo Baptistão e Ramírez, o jogo voltou aos 55 minutos e, aos 56, Sandry acertou lindo lançamento para Lucas Barbosa, que dominou no peito e soltou a bomba para explodir a Vila Belmiro.

“Estamos muito afetados e totalmente surpreendidos, porque, independentemente de erros de arbitragem, que são parte do futebol e são erros humanos, aqui há algo muito grave e objetivo que é o tempo. O tempo não tem discussão, não leva a dois lados. Não há duas visões para o tempo. E faltando seis segundos, exatamente aos 94 minutos e 54 segundos, começam os problemas entre os jogadores e faltando seis segundos se jogam 12 minutos a mais”, afirma Martín Iribarne, gerente geral do Unión La Calera, ao jornal chileno La Tercera.

A Conmebol vai analisar as imagens de um torcedor do Santos que invadiu o campo e agrediu um jogador do Unión La Calera, do Chile.

DIÁRIO DO PEIXE apurou que a entidade máxima do futebol Sul-Americano está horrorizada com o episódio na Vila Belmiro e não descarta punições. O regulamento do Código de Disciplinar diz que invasão de campo podem resultar em penas como jogar de portões fechados ou com público reduzido, além de multa que gira em torno de  US$ 100 (R$ 495) a US$ 400 mil (quase R$ 2 milhões).

Veja a nota completa:

“O que se viveu à noite no campo do Santos foi uma vergonha para o futebol. Nunca tínhamos visto semelhante injustiça e falta de respeito ao sacrifício e esforço que um clube todo colocou.

É incrível analisar o tempo que adicionaram ao fim do jogo, quando só a cinco segundos do término os juízes colocam seis minutos a mais. Não tem nenhuma lógica nem sentido.

O pior é que o estádio facilmente se transformou em terra de ninguém, onde um torcedor local tem absoluta facilidade de entrar e golpear um companheiro, onde a delegação do Santos não tem problemas em aplicar golpes ao estafe e jogadores, onde ninguém pode frear uma chuva de cusparadas e insultos provenientes de todos os lados do campo.

Como clube seguimos fortes, seguimos mais unidos do que nunca, porque cremos que estamos num tempo onde as injustiças não podem mais ser toleradas. Tomara que, para o bem do futebol sul-americano, tomem-se as medidas necessárias para que ninguém possa voltar a viver a sensação de impotência que temos cada um dos que defendemos a camisa cementera”.