
Kaio Jorge tem sido titular com Cuca (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
Titular do Santos nas últimas partidas, o atacante Kaio Jorge tem ganhado cada vez espaço com o técnico Cuca. O Menino da Vila marcou somente uma vez como profissional, na estreia do time na Libertadores, mas ele espera voltar a balançar as redes o quanto antes.
“Sempre sonhei com esse momento. Estar jogando no profissional, ainda mais do Santos, que é um time gigante. Fico feliz em fazer bons jogos, sair com vitórias. Agora vou em busca do gol, estou precisando, mas o mais importante é ajudar meus companheiros e sair com os três pontos”.
“O Cuca me passa tranquilidade. É um paizão para gente. Ele vem conversando, pra eu manter a calma que o gol vai sair. Fico feliz de ter essa frieza para jogar no meio também, caso ele precise. Recomponho, ajudo na marcação, para mim é muito importante. Quando passei no teste, passei como meia, camisa 10. Ao longo do tempo, fui para o ataque. Tem três anos que jogo como centroavante já. Aonde ele quiser me colocar, vou dar meu melhor e ajudar o Santos”.
Kaio Jorge deve ser titular do Santos na partida contra o Olimpia (Paraguai), que será na quinta-feira, 19h, no Estádio Manuel Ferreira, em Assunção. O Peixe precisa de um empate para garantir vaga nas oitavas de final da Copa Libertadores da América. Uma vitória, garante a equipe com a primeira colocação do grupo.
A bola tem chegado pouco na frente. O Cuca deixa o Kaio de centroavante com o Arthur Gomes de meia; quando tira o Arthur, recua o Kaio para meia e coloca o Raniel de centroavante; depois coloca o Lucas Lourenço para jogar uns 10 minutos. Seria interessante ver o Lucas Lourenço e o Kaio Jorge no time. Essas constantes mudanças na função do Kaio podem bagunçar a cabeça do jogador que ainda não se firmou em nenhuma posição. O Kaio Jorge e o Raniel parece que precisam fazer treinos específicos para recondicionar a memória muscular, com muitas repetições de movimento, como é feito em vários esporte (por exemplo: no vôlei, no judô, na natação). O reflexo fica tão condicionado que o movimento é executado naturalmente. O cabeceio do Madson no gol contra o Fortaleza é um exemplo de reflexo bem condicionado, já o susto que o Raniel levou, praticamente dentro gol, mostra que está faltando ritmo de jogo.