Ex-jogador é o primeiro convidado do “Papo com Lucas Barros”, novo programa do Diário do Peixe (Foto: Reprodução)

O Diário do Peixe estreia nesta terça-feira (15) o “Papo com Lucas Barros”, novo programa de entrevistas do portal. O primeiro episódio tem como convidado Madson, ex-jogador que teve passagem marcante pelo Santos e atualmente trabalha na área de comunicação no Desimpedidos.

Na conversa com o repórter Lucas Barros, Madson falou sobre a nova fase da carreira, relembrou a passagem pelo Santos, contou histórias do elenco – aquela boa resenha – que conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil em 2010, analisou o momento atual do Peixe e muito mais. Veja a entrevista completa abaixo.

Nova fase no Desimpedidos

Madson está há cerca de um ano e meio no Desimpedidos, onde também participa de transmissões pela Record Plus. O ex-jogador contou que sempre teve o desejo de continuar trabalhando com futebol após a aposentadoria e destacou a oportunidade de atuar na comunicação.

“Cara, estou aqui há mais ou menos um ano e meio. Entrei no Desimpedidos junto com a Record Plus, fazendo as transmissões, e aí apareceram novos projetos também aqui, que fui convidado e topei. Estou gostando. Era uma coisa que eu queria, uma coisa que eu já vinha pedindo a Deus para abençoar, de trabalhar na comunicação com o futebol. As coisas foram acontecendo, graças a Deus, estou tendo essa oportunidade.”

“Estou achando maneiro pra caramba porque, embora tenha alguns quadros que são engraçados, mais de comédia, sempre estamos falando de futebol. Então estou gostando pra caramba e espero ficar por longos anos aqui na empresa.”

Santos de 2010

Madson também relembrou o histórico elenco do Santos de 2010, que conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil. Para o ex-jogador, o técnico Dorival Júnior teve participação importante na construção daquele grupo, principalmente por conseguir unir os jogadores e extrair o melhor de cada atleta.

“O Santos fez algumas contratações e juntou com essa molecada. O Dorival tem uma grande parcela nesse grupo porque conseguiu fazer com que a gente se unisse e conseguiu extrair o máximo da capacidade de cada um ali.”

Madson citou ainda as mudanças de posição de jogadores daquele elenco, como Wesley, além da chegada de Arouca e do protagonismo de Neymar.

“Ele conseguiu tirar o melhor do Neymar, conseguiu tirar o melhor do Wesley. O Wesley jogava de extremo e foi para segundo volante. Trouxemos o Arouca também na época. Então ele foi aquele paizão ali, que conseguiu deixar um ambiente legal e fazer com que todos os jogadores se unissem.”

“Tecnicamente falando, era muito diferenciado. Acho que cada jogador individualmente tirou o seu melhor, chegou ao seu ápice para poder representar o Santos em 2010. E deu o que deu.”

Madson vê acomodação no elenco do Santos

Outro assunto abordado na entrevista foi o atual momento do Santos. O Peixe vive uma reação no Campeonato Brasileiro e também abriu vantagem nas quartas de final da Copa Sul-Americana após vencer o Atlético-MG por 2 a 0 no jogo de ida.

Para Madson, as recentes contratações do Santos mudaram o ambiente interno e aumentaram a disputa por espaço no elenco. O clube contratou o lateral-direito Rodinei, os meias Lima, Arthur e Philippe Coutinho e o atacante Everton Cebolinha.

Na visão do ex-jogador, os atletas que já estavam no elenco poderiam estar acomodados antes da chegada dos reforços.

“Eu vejo dessa forma. Até virem essas contratações, eu acho, é o meu pensamento, que os jogadores que lá estavam antes dessas contratações já estavam acomodados. ‘A posição é minha, vou jogar, sou titular absoluto’. Quando você traz reforço de peso, eu particularmente, se estivesse nesse elenco, pensaria dessa forma: ‘Pô, estão chegando os caras pica, os caras bons para caramba, que vão somar. Vou começar a dar o meu melhor aqui, porque senão nem para o banco eu vou’.”

Madson reforçou que se trata de uma percepção pessoal e citou Rodinei e Arthur, que chegaram ao clube e rapidamente ganharam espaço.

“No meu ponto de vista, eu acho que esses jogadores estavam um pouco acomodados. ‘Ah, estou titular garantido. Se eu jogar, vou para o banco’. Está tudo certo. E aí, quando você vê essas contratações, é uma obrigação de você jogar para ajudar todo mundo. Tenho essa percepção, posso estar errado. Mas foi uma mudança muito rápida. Dois jogadores que chegaram primeiro, o Rodinei e o Arthur, já jogaram e mostraram uma diferença absurda. Nossa lateral direita está muito bem servida com o Rodinei ali, voando.”

Por fim, Madson destacou que a chegada de novos jogadores aumenta a necessidade de cada atleta se dedicar nos treinamentos e nas partidas para manter seu espaço.

“Eu acredito que agora esse jogador fala: ‘Opa, vou ligar meu alerta aqui porque preciso treinar bem, preciso jogar bem, preciso dar o meu melhor, porque senão nem para o banco eu vou’. É assim que eu vejo.”

A entrevista completa com Madson está disponível no canal do YouTube do Diário do Peixe, no primeiro episódio do “Papo com Lucas Barros”.