Neymar marcou duas vezes contra o Vasco (Foto: Raul Baretta / Santos FC)

O confronto entre Santos e Vasco neste domingo, às 16h, em São Januário, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, reabre um histórico de atritos entre o atacante Neymar e o volante Thiago Mendes. Com ambos os clubes na zona de rebaixamento e somando 22 pontos na tabela, sendo o Santos na 17ª colocação e o Vasco logo abaixo, em 18º, o duelo ganha contornos de decisão para a sequência da competição, temperado por uma inimizade antiga.

A tensão entre os jogadores começou em 13 de dezembro de 2020, durante a vitória do Lyon por 1 a 0 sobre o Paris Saint-Germain, pelo Campeonato Francês. Nos acréscimos da partida, Thiago Mendes acertou uma entrada duríssima em tesoura em Neymar, prendendo o tornozelo esquerdo do brasileiro no gramado. O lance resultou em uma entorse com contusão óssea, tirando o camisa 10 dos gramados por cerca de um mês, além da expulsão direta do volante após revisão do VAR. Na época, a repercussão foi pesada e gerou fortes cobranças extracampo.

O histórico de rusgas ganhou um novo capítulo recente no primeiro turno deste Brasileirão, na vitória santista por 2 a 1 na Vila Belmiro. Aos 25 minutos do primeiro tempo, Neymar marcou o gol da equipe paulista e celebrou fazendo gesto de silêncio para a torcida rival, o que gerou reação imediata de Thiago Mendes. Os atletas discutiram cara a cara, dividiram lances ríspidos e acabaram advertidos com cartão amarelo pelo árbitro.

Após aquela partida, o clima permaneceu quente nos vestiários. Insatisfeito com a postura do adversário em campo, Neymar subiu o tom contra o meio-campista rival.

“Sempre ele. Sempre ele quer arrumar confusão, sempre ele quer dar uma de machão, é sempre assim. Com todo respeito, é um babaca. Já me quebrou uma vez no PSG e me prometeu hoje. Então vamos ver se ele é homem o suficiente para me quebrar de novo”, afirmou o atacante santista na ocasião.

Do outro lado, Thiago Mendes minimizou o bate-boca ocorrido no gramado e alegou ter cobrado respeito por parte do camisa 10 após a comemoração do gol.

“É normal, é futebol, cada um tem que defender sua equipe. Eu pedi um pouco de respeito na comemoração dele, ele me desrespeitou”, declarou o volante vascaíno após o encontro na Vila Belmiro.

Agora, o reencontro em São Januário acontece em um cenário de extrema pressão para os dois clubes, que tentam deixar a zona de rebaixamento do torneio nacional.