
Marcelo Fernandes comandará o Santos nesse sábado contra o Inter (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
Sem contar com o técnico Cuca, além dos auxiliares Cuquinha e Eudes Pedro, o Santos terá no comando um velho conhecido na partida diante do Internacional. Marcelo Fernandes, técnico campeão paulista em 2015 e ex-jogador do clube, será o comandante do Peixe no confronto.
Recém-contratado para ser um auxiliar técnico permanente do clube, Fernandes está otimista para o duelo mesmo com tantos desfalques. São 11 atletas do elenco profissional com Covid, além de Cuca e membros da comissão técnica.
Em entrevista à Rádio Nova FM nessa sexta-feira, Marcelo Fernandes falou sobre o confronto.
“Desde o início da semana foram dias complicados com tudo o que aconteceu. Quanto a oportunidade, feliz em voltar a beira do gramado depois de 5 anos pelo Santos, mas triste que seja neste momento. Cuca não tem participado de nada, ficou completamente isolado, deixaram a gente muito à vontade para tomar as decisões. Tivemos uma conversa mais junto dos atletas. Todos muito motivados, a volta do Marinho.. ele está motivado”.
Estão fora do duelo João Paulo, Vladimir, Madson, Lucas Veríssimo, Alison, Sandry, Jobson, Diego Pituca, Jean Mota, Alex Nascimento e Ângelo, todos com coronavírus. Fernandes testou nomes como Vinícius Balieiro, Guilherme Nunes e Ivonei, mas ainda tem dúvidas na escalação. Uma certeza é a presença de John no gol.
“Estou muito satisfeito com os meninos, mas a gente tem dúvidas ainda. Não dá para cravar quem vai entrar amanhã. John é um garoto que trabalha duro. Baita de um goleiro. Estava esperando a oportunidade. Infelizmente apareceu dessa maneira, mas está pronto para fazer um grande jogo”.
Santos e Internacional se enfrentam neste sábado, às 16h30, na Vila Belmiro. O Peixe está na 7ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 31 pontos, cinco a menos que os gaúchos, que são líderes.
Paira uma desconfiança muito grande acerca da capacidade do Marcelo Fernandes em conduzir o time. O agora comandante interino dirigiu o time profissional do Santos FC em 2015 e seu último emprego era de auxiliar técnico da base do Curintia. Ou seja, em cinco anos de carreira, o Marcelo Fernandes regrediu, de técnico de time profissional de time grande para ajudante de auxiliar de time de base de time pequeno. Digamos que o Marcelo seja um técnico competente. Por que é que um bom profissional larga o emprego para se aventurar num trabalho que pode ser de apenas três meses, uma vez que a nova diretoria do clube pode dispensa-lo, juntamente com os outros 40 que foram recém-nascido contratados junto com ele? Tomara que não queira fazer uma assinatura, uma marca registrada e deixe de lado as invenções. Que os jogadores sejam colocados nas posições de origem, sem improvisações. Será um erro começar improvisando o Arthur Gomes como meia, pois o jogador sequer consegue atuar bem na sua posição de origem. O Arthur não é meia, não é atacante, é jogador de lado de campo, lado de fora, no banco de reservas. Se iniciar a partida com Arthur Gomes e Lucas Braga, já começa com jogadores a menos e depois, para corrigir, vai ter que colocar os garotos da base na fogueira, com o time desarrumado e, talvez até em desvantagem no placar. Aquela lógica estupida de não iniciar com os garotos para supostamente não queimá-los, mas, depois da mer.. feita, é preciso recorrer aos garotos para tentar alguma coisa. Depois vão dizer que os garotos são inexperientes, que não teve tempo para treinar, que o árbitro isso e aquilo…, que o VAR, o cansaço, a COVID, as eleições americanas… Ah, outro erro que também não pode cometer e o de colocar o time encolhido, para jogar por uma bola, pois a defesa do Santos FC não aguenta pressão. É só apertar que ela entrega o ouro. Luís Felipe e Luan Peres são muito fracos no jogo aéreo e fazem poucos desarmes. Qualquer adversário grandalhão íntimida esses dois zagueiros santistas.