
Modesto foi presidente entre 2015 e 2017 (Crédito: Santos FC)
O ex-presidente Modesto Roma Jr acionou o Santos na justiça contestando sua exclusão do quadro de associados do clube. Na ação, ele pede sua reintegração ao quadro, além de uma indenização, estipulada em R$ 49.900,00 que, de acordo com Modesto, seria revertida ao próprio Santos.
A decisão de Modesto de entrar na justiça foi tomada pelo fato de nunca ter sido notificado sobre a exclusão. Sendo assim, não conseguiu fazer sua defesa junto ao Conselho Deliberativo (CD).
O CD do Santos decidiu expulsar o ex-presidente do quadro de sócios do clube, em novembro de 2019, por causar dano ao patrimônio ou às dependências do Santos (artigo 16 do Estatuto Social do clube).
A expulsão aconteceu baseada em alguns fatores. O primeiro deles foi a reprovação das contas de 2017. Além disso, a CIS apontou inexistência da prestação de serviços no caso da Quantum, empresa de Malta que cobra comissão do Santos por uma suposta intermediação do recebimento do mecanismo de solidariedade na transferência de Neymar para o Paris Saint Germain.
A CIS também questionou a antecipação de receitas durante a gestão, os problemas com a Doyen (responsável pela contratação de Leandro Damião), impostos não pagos durante o mandato, além de processos cíveis e trabalhistas que foram danosos para o clube.
Se houvesse uma lava jato no futebol, poder-se-ia esclarecer se os clubes, de maneira geral, são mal administrados ou se são vítimas de gatunagens. Aquela estória, fulano é incompetente, mas é honesto… Sem uma quebra de sigilo bancário em contas no Brasil e no exterior, fica essa caixa preta, transparência zero. Como dizem, seguir o dinheiro. Quando se sabe que no futebol as transações são milionárias, a coisa fica complicada.