
Neymar e Robinho Jr. se abraçaram após gol do camisa 10 (Foto: Raul Baretta / Santos FC)
Após o empate em 1 a 1 entre Santos e Recoleta, pela Copa Sul-Americana, o atacante Neymar comentou o episódio envolvendo Robinho Jr. durante um treino no CT Rei Pelé e reconheceu que passou do limite na ocasião. O camisa 10 afirmou que o desentendimento aconteceu no contexto do treino e que a situação foi resolvida logo depois, ainda no vestiário.
“São coisas do futebol. Não era para acontecer, foi algo entre nós. Houve um desentendimento, uma reação, e eu me excedi um pouco. Logo depois pedi desculpas, conversamos no vestiário e nos entendemos. É um menino de quem eu gosto muito, tenho um carinho especial. Isso acontece no futebol”, disse.
Neymar também ressaltou que o caso ganhou uma repercussão maior do que o esperado e voltou a pedir desculpas publicamente.
“Era uma situação para ser resolvida internamente, não da forma como aconteceu. Pessoas que não vivem o dia a dia do futebol acabam inflamando de um jeito ruim. Se querem um pedido de desculpas público, está aqui: já pedi desculpas para ele e para a família. Reconheço que me excedi. Todo mundo erra. Foi um erro dele e eu errei um pouco mais”, afirmou.
O jogador ainda explicou que acreditava que o assunto já estava encerrado antes de ganhar novos desdobramentos.
“Pensei que estava resolvido no vestiário. Depois conversei de novo na segunda-feira e pedi desculpas na frente de todos. Mesmo assim, virou outra situação. Tem gente que acha que sabe mais do que quem está no dia a dia”, completou.
Por fim, Neymar comentou sobre discussões dentro do futebol e disse que episódios do tipo, apesar de não serem desejáveis, fazem parte da rotina do esporte.
“Falam meu nome todos os dias. Quem joga bola sabe como é. Já briguei várias vezes em vestiário, e fica tudo ali. Não é o ideal, mas quando acontece, tem que saber lidar da melhor forma possível”, concluiu.
Internamente, o caso deve gerar uma punição ao Neymar. A tendência é que o atacante receba uma multa disciplinar aplicada pelo Santos, que pode variar entre 10% e 30% do salário, conforme a gravidade apurada na sindicância conduzida pelo departamento jurídico do clube.
Quero o meu verdadeiro Santos de volta, se não for possível operar este milagre nas mãos desta Belmirolândia do capeta, façam o grande favor de encerrar as atividades do clube.