
Neymar foi expulso contra o Bahia, mas já estava pendurado (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)
O meia-atacante Neymar Jr foi expulso no empate do Santos com o Bahia em 1 a 1, na Vila Belmiro, pela 32ª rodada do Brasileirão, neste sábado (24). O camisa 10 se envolveu em polêmica com o meia Rodrigo Nestor e acabou saindo como ‘vilão’ da partida. O jogador do Peixe sofreu a falta e depois jogou a bola no adversário, em momento que gerou confusão e empurrões.
Pelo lance, Neymar levou amarelo. Como ele estava pendurado, virou desfalque para o clássico contra o Palmeiras na quarta-feira (28), às 19h30min, na Vila Belmiro, pela 33ª rodada. O jogo seguiu e as provocações continuaram. Pela forte chuva na Baixada Santista, quando as equipes retornaram do intervalo, ainda tiveram que esperar dez minutos a mais para avaliar as condições do gramado.
Enquanto os jogadores esperavam, antes mesmo de reiniciar a partida, Neymar voltou a provocar Nestor e teve fala direcionada ao atleta com a mão tapando a bola. Pela nova regra, quando um jogador fala com a mão tapando o que foi dito, é caso para expulsão. A chamada ‘lei Vini Jr’ surgiu depois que o craque da Seleção Brasileira sofreu racismo em um episódio parecido.
A Fifa, visando o combate ao racismo e polêmicas por não conseguir captar o que é dito, estipulou a regra, que já está integrada as competições da CBF. Nestor indicou o ocorrido para o árbitro Savio Pereira Sampaio, que logo foi acionado pelo VAR. Depois de verificar a situação no vídeo, expulsou Neymar antes mesmo do segundo tempo acontecer.
Savio aplicou um vermelho direto para Neymar, que terá uma outra suspensão a cumprir. Além do jogo contra o time palmeirense, desfalca o Alvinegro diante do Red Bull Bragantino na outra segunda-feira (02), às 20 horas, no Cícero de Souza Marques, pela 34ª rodada da Série A.
No intervalo da partida, Nestor chegou a explicar que Neymar teria dito coisas ruins sobre ele e sobre o Bahia.
“Foi uma falta normal de jogo. Fui dar a mão para ele e ele jogou a bola em mim. Depois, escutei uma série de coisas. Fui muito bem educado pelos meus pais e sei do lugar que vim. Nasci em Itaquera, era muito difícil chegar onde cheguei e estou orgulhoso de vestir a camisa do Bahia. Ele sabe o que falou para mim. Foi uma coisa muito desrespeitosa em relação a mim e à camisa do Bahia. Ele é um ídolo para todo mundo como jogador, mas falhou como pessoa pela forma com que falou. Prefiro não falar o que ele disse porque tem muita criança assistindo, e não foi algo legal”, destacou Nestor ao SporTV e ao Premiere.




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