
Santos já teve outros jogadores convocados para a Copa lesionados (Crédito: Arte Assophis)
DIÁRIO DO PEIXE em parceria com dados da ASSOPHIS
O meia-atacante Neymar Jr vai representar o Santos na Copa do Mundo. O clube voltou a ter um representante na Seleção Brasileira após 16 anos. Porém, o camisa 10 está se recuperando de uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha e deve perder os amistosos contra o Panamá e Egito, mas trabalha para ficar à disposição para a estreia do Mundial.
Mesmo diante da lesão, o Brasil optou por não cortar o jogador. E não é a primeira vez que o Peixe tem atletas convocados para uma Copa do Mundo mesmo contundidos de acordo com a Assophis (Assosicação de Historiadores e Pesquisadores da História do Santos FC). Pelé, Rei do Futebol, já passou por uma situação parecida na véspera da Copa de 1958.
Edson Arantes do Nascimento já estava com a Seleção Brasileira, mas sofreu uma lesão que quase o tirou do Mundial. Em amistoso contra o Corinthians no Pacaembu, Pelé levou uma entrada violenta do zagueiro Ary Clemente. Por insistência do chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, o maior jogador de todos os tempos não foi cortado e embarcou para a Suécia ainda em recuperação.
Pelé só estreou no terceiro jogo, diante da União Soviética, entrando ao lado de outros dois estreantes em Copas: Garrincha e Zito. O restante é história. Um segundo caso foi com outro Ídolo Eterno do Alvinegro no mesmo Mundial: Pepe. O Canhão da Vila teve uma grave contusão em amistoso contra a Internazionale (Itália).
Sem condições de atuar, viu Zagallo assumir a titularidade e conquistar, ao lado de Pelé e Zito, o primeiro título mundial do Brasil. E quatro anos depois, na Copa do Mundo de 1962, viu o pesadelo se repetir. A 18 dias da estreia, em amistoso contra o País de Gales, no Maracanã, Pepe sofreu nova lesão. O Brasil venceu por 3 a 1, mas o camisa 11 deixou o campo aos 12 minutos do segundo tempo, obrigando a Seleção a atuar o restante da partida com apenas dez jogadores.
Apesar da gravidade, Pepe foi inscrito para o Mundial, mas não conseguiu se recuperar a tempo. Mais uma vez, Zagallo herdou a vaga na ponta esquerda. Na mesma Copa, outro Ídolo Eterno do Santos teve lesão: Coutinho. Foi no amistoso seguinte, contra o mesmo País de Gales, que o centroavante santista se lesionou após uma entrada violenta do defensor Hopkins.
O ex-jogador sempre recordou o episódio com sofrimento, relatando que seu pé ficou tão inchado que ele sequer conseguia calçar o sapato. Temendo não ter condições de jogo, Coutinho chegou a pedir para ser cortado da Seleção. Mas, a convocação foi mantida e ele foi inscrito com a camisa 9. A recuperação, porém, não veio a tempo, e Vavá acabou assumindo a posição.
Neste Mundial de 62, Pelé se lesionou na segunda partida e houve uma pressão da comissão técnica exerceu enorme pressão para que Coutinho atuasse mesmo sem estar recuperado. A ideia foi descartada, e Amarildo foi o substituto do Rei e ajudou o Brasil a conquistar o bicampeonato mundial. Ainda assim, o Santos teve papel fundamental naquela conquista, com Gylmar, Mauro Ramos e Zito entre os destaques da campanha.
O volante santista marcou um dos gols na final contra a Tchecoslováquia e integrou a Seleção ideal do torneio. Em 1966, foi a vez de Zito enfrentar o drama das lesões. Cotado para disputar da terceira Copa do Mundo com o Brasil e exercer a liderança da equipe, o meio-campista se contundiu duas semanas antes do Mundial, durante um amistoso contra a Escócia. Mesmo sem condições, não foi cortado e seguiu tentando se recuperar.
Anos depois, o Ídolo Eterno costumava dizer que uma das maiores dores da carreira foi ter ido à Inglaterra sem poder contribuir dentro de campo para uma Seleção que ele considerava desorganizada.
Na preparação para a Copa do Mundo de 1970, o técnico João Saldanha chegou a reclamar publicamente que o Peixe escondia as reais condições físicas de alguns de seus jogadores. Ainda assim, convocou cinco atletas santistas: Pelé, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Edu e Joel Camargo.
Já na Copa de 1986, Rodolfo Rodríguez pela Seleção do Uruguai acabou se machuando. Ídolo incontestável do gol do Alvinegro e titular absoluto da Seleção Celestre, o goleiro era uma das principais esperanças do país para o Mundial no México. Ele teve uma lesão às vésperas do torneio e mesmo convocado, não conseguiu atuar.
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