O hino do Santos diz: nascer, viver e no Santos morrer, é um orgulho que nem todos podem ter. E assim vive Vavá, sambista nascido e criado na cidade de Santos, no Santos Futebol Clube.
Sua relação com o Peixe vem de berço, de família. O pai desde pequeno o incentivou a gostar do clube, e não era para jogo que ele levava Vavá e seu irmão gêmeo Márcio.
“Eu morava muito próximo da Vila Belmiro e o meu pai sempre me levava, eu e meu irmão, aos treinos do Santos, e essa aproximação foi ficando grande, foi ficando muito intensa, e depois não tinha como, né… nascido, criado na cidade de Santos, do lado da Vila Belmiro, então não tinha como não torcer para outro time que não fosse o Leão do Mar”, diz Vavá, que no ano passado voltou a liderar o Karametade. O irmão Márcio também integra o grupo de pagode e canta ao lado dele sucessos do passado, como Morango do Nordeste, e novas canções.
Vavá, hoje com 46 anos, viu diversas gerações do Santos. Quando questionado sobre ídolo, não consegue falar de um único jogador. Ele escala, com orgulho, atletas de um passado distante, assim como diversos de um período recente e Neymar, jogador do presente.
“Outro dia estava vendo uma matéria, Coutinho, Pelé, Pepe, Dorval, Mengálvio, aquele time era sensacional, eu tive a oportunidade de assistir, pela televisão, mas assistir Robinho jogando, Elano, Diego, Neymar, enfim, Léo, Alex, é demais”, fala o cantor, que conta ter sido com Neymar seu jogo inesquecível do Peixe.

Vavá consegue ver a Vila Belmiro da janela do seu apartamento (Crédito: Arquivo Pessoal)
“Passei vários momentos inesquecíveis com o Santos. Aquele último jogo que foi no Teixeirão, onde foi campeão brasileiro contra o Vasco e o Robinho jogou muito, esse jogo foi incrível. Mas um jogo que marcou foi até uma derrota do Santos, contra o Flamengo, onde as duas torcidas no final do jogo levantaram e bateram palmas para todos os jogadores”, recorda Vavá, se referindo a partida na Vila de 2011 que terminou 5 a 4 para o time carioca. Naquele confronto, Neymar fez um golaço que lhe rendeu o Prêmio Puskas como gol mais bonito do ano.
Viajando pelo Brasil fazendo shows com o Karametade, Vavá diz que hoje voltou a ficar difícil estar sempre presente em Vila Belmiro. Mas, mesmo quando está longe, ele fala que não fica sem acompanhar o Peixe. Fora que ele ainda segue a tradição familiar de aproximar os filhos do clube e de morar perto do estádio.
“Tento assistir todos os jogos na medida do possível. Mesmo hoje, bem mais velho, difícil ir na Vila Belmiro, até porque tenho filhos pequenos, e, às vezes, eu levo, mas no meio tempo querem vir embora, não entendem muito bem. São santistas, mas não entendem essa paixão. Tenho certeza que com o tempo vai virar uma paixão grande. Mas sempre que posso estou curtindo os jogos dos Santos, de verdade, todos. Só quando estou viajando, mas aí a gente assisti pelo celular, dá um jeitinho. A minha relação com o Santos é tão grande que comprei meu apartamento do lado da Vila Belmiro. Esperamos mais títulos, uma diretoria que faça um trabalho honesto, sincero, porque o Santos é uma nação e a gente merece“, fala Vavá, que é pai de Lara e Davi, frutos do casamento com Carla, sua atual esposa; e Rayana, que tem mais de 21 anos e nasceu de uma relação anterior do músico.
*A seção O Peixe é Pop é publicada todo o sábado com uma personalidade santista

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