Atlético-MG converteu dois pênaltis contra o Santos (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

O ex-árbitro Paulo César de Oliveira não viu pênalti de Lucas Braga em Calebe no lance que originou o empate do Atlético-MG contra o Santos na noite desta quarta-feira, no Mineirão. No programa Troca de Passes, do SporTV, o comentarista acredita que a pressão de dirigentes do clube mineiro sobre a arbitragem teve interferência na decisão do árbitro Paulo Roberto de Souza Jr e dos responsáveis pelo VAR.

De acordo com a súmula da partida, o auxiliar técnico do clube mineiro, Eudes Pedro, e o executivo de futebol, Rodrigo Caetano, xingaram a arbitragem e chegaram a chutar a porta da sala do VAR entre o final do primeiro tempo e o intervalo do jogo.

“Eu acho que a decisão do primeiro tempo, principalmente, no primeiro lance do Wagner Leonardo com o Zaracho tem influência total nessa tomada de decisão e eu falo porque eu acessei as sumulas do jogo. Os árbitros foram muito pressionados no intervalo do jogo, o diretor de futebol do Atlético-MG, Rodrigo Villaverde Caetano, chutou a porta da sala da operação do VAR, foi até a cabine, tentou entrar, foi impedido pelos seguranças, chutou aos 41 minutos do primeiro tempo logo após aqueles dois lances. Tentou invadir a sala do VAR e isso é um fato muito grave, está relatado na súmula e o Tribunal (STJD) tem que tomar uma providência muito séria e eu tenho quase certeza que quase toda essa movimentação, de pressão no intervalo de jogo e de tentativa de invasão na cabine do VAR influenciou nessa decisão.”, afirmou PC Oliveira.

De acordo com o ex-árbitro, o encontro entre Lucas Braga e Calebe não foi suficiente para caracterizar o pênalti. O árbitro não marcou na hora da jogada, o VAR entrou em ação para avaliar se a bola havia cruzado ou não a linha antes da defesa do goleiro João Paulo, mas “achou” o pênalti.

“Um lance que divide opinião, mas que para mim não houve o pênalti do Lucas Braga, tem um contato sim, a bola está até uma certa distância, faz o movimento com o pé direito para tocar a bola e o contato não é um impacto suficiente para a marcação do pênalti. Acho que a arbitragem estava presa no primeiro lance, ficou ali com a cabeça e acontece muito isso. Eu apitei e quando a gente cometia erro muito grave, para se desligar de um erro para ter sequência na partida é muito difícil, depois de um tempo que você tem bastante maturidade para poder entender que você teve falha no jogo. É um lance de interpretação, tem contato, divide opinião, mas que para mim não tem impacto suficiente para a marcação do pênalti. Para mim essa decisão é muito influenciada por tudo que aconteceu no intervalo de jogo com a tentativa de invasão na cabine do VAR que é um fato lamentável, muito sério que tem que ser punido com seriedade”, completou.