
José Carlos Peres assumiu o Santos no começo de 2018. Cartola já pegou o clube afundado em dívidas (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
José Carlos Peres está chegando na reta final de seu mandato no Santos. No final do ano, o cartola completará três anos na frente do Peixe e novas eleições presidenciais ocorrerão no clube.
Em entrevista para a Rádio Transamérica, o mandatário alvinegro falou sobre as dificuldades de se comandar um clube do tamanho do Santos, principalmente por conta de dívidas antigas.
“O futebol é tranquilo, o problema são as variantes. Você está tocando o clube que é acertadinho e, de repente, surge uma dívida de 2001, 2005. Em 2018, pagamos R$ 78,5 milhões de dívidas antigas, porque dá bloqueio nas contas. Quando assumimos, em 12 contas do clube, eram as 12 bloqueadas”.
Para falar das dívidas atuais do Santos, Peres não entrou em números, mas se mostrou seguro pelo patrimônio que o clube tem em jogadores. O presidente falou que precisa buscar um equilíbrio entre a parte financeira e a esportiva.
“O investimento do ano passado fizemos com o dinheiro do Rodrygo. Soteldo é um jogador de 35 milhões de Euros. Temos Marinho, Sasha, Veríssimo, Pituca, são jogadores valiosos. Se for para pagar dívida, é só vender o estoque, mas quem vai segurar se o clube cair para a segunda divisão”, comentou Peres, que pode terminar seu período de três anos na frente do Peixe sem ter conquistado título.
Calcula-se que o Santos hoje tenha uma dívida maior que R$ 450 milhões entre débitos com o Governo, ex-atletas, ex-treinadores e ex-funcionários, além de outras agremiações.




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