Presidente santista disse que o Santos pagou os salários de março (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia são cada vez mais visíveis e o futebol não está fora disso. Os clubes têm estudado soluções e uma redução salarial é algo inevitável.

O presidente do Santos, José Carlos Peres, deu entrevista ao Programa Bola Rolando, do BandSports, e falou sobre as negociações com o elenco alvinegro.

“Mês de março foi pago direitinho e agora estamos conversando sobre abril e maio. Discussão é difícil porque não sabemos o que vem pela frente. Conversamos com os jogadores e sabemos que essa conta não deve ser paga por um só, ma coletivamente: patrão, empregado, empresas parceiras. Buscamos agora um percentual. Não dá para fazer coletivo, cada clube tem sua característica e relação com os jogadores. Cada clube negocia para saber a divisão de prejuízo”, disse Peres.

Sobre a queda das receitas, o presidente explicou que os fatores estão interligados e que os clubes precisarão ter criatividade e apoio para superar a crise financeira que chegou junto com o coronavírus.

“É uma mecânica: a partir do momento que a Globo não fatura, ela não paga. Cessou o pagamento da última parcela do Campeonato Paulista, por exemplo. E é efeito dominó. Patrocinador não paga, Globo corta. Precisamos ter criatividade e apoio dos atletas, comissão e funcionários, com todos em consciência da crise surreal, uma calamidade pública”.

Retorno das competições

Peres também falou sobre a previsão de retorno das competições. O presidente do Peixe sabe que as decisões só podem ser tomadas quando houver uma evolução no combate ao coronavírus, mas garantiu que clubes e federações têm conversado diariamente para estudar as possibilidades.

“CBF nos contatou, conversamos com Walter Feldman e a ideia é concluir a competição com 38 rodadas. Existe projeção de começar em junho pela CBF e teríamos até dezembro para concluir (o Campeonato Brasileiro). As competições vão encavalar e haverá muito prejuízo. Estamos conversando bastante, todo dia fazendo videoconferência com CBF e Federação Paulista. Precisamos terminar o Campeonato Paulista, é um dos mais valiosos produtos do futebol brasileiro. Houve desmanche no Água Santa, Santo André e outros times, mas faltam duas rodadas e depois é mata-mata rapidinho por uma final. Não usaremos muitas datas”.