Peres enfrentaria outro processo no CD (Crédito: Santos FC)

O presidente José Carlos Peres enfrentará, na próxima terça-feira, mais um pedido de impeachment no Conselho Deliberativo do Peixe. O mandatário santista conversou com a Rádio Bandeirantes e lamentou o “oportunismo” dos que pedem sua saída, num ano de eleição e época de Pandemia.

“Lamento bastante. É ano político, as pessoas são responsáveis pelo que fazem. Não posso dizer o que ele (Marcelo Teixeira, presidente do Conselho Deliberativo) tem que fazer, ele mesmo tem que pensar. É um momento terrível. A gente já vinha com dificuldade e pagando todo mês corretamente. É momento de dar as mãos. É uma pandemia terrível. E resolver o que tem para resolver no clube de maneira harmoniosa e justa. Infelizmente o futebol brasileiro está difícil de trabalhar”, disse Peres, que se defendeu quanto aos gastos nos cartões corporativos.

“Eu não uso o meu faz muito tempo. Esse negócio de lingerie foi, não vou dizer no ar, mas foi de uma fofoca terrível e vamos processar. Nós compramos em um shopping, estávamos até em uma reunião de negócios. Eu comprei um spray de ambiente, porque temos reunião no BC, temos três salas de reuniões. Foi 98 reais, como é uma loja que vende tudo. Tenho a nota comigo e te mostro, tenho o produto também. É uma baixaria, uma falta de respeito com o ser humano. Quando eu abro a boca, eu falo a verdade. Cheguei em casa e preciso me explicar lá, isso é uma falta de respeito ao ser humano fora dos limites”.

O pedido de impeachment através do relatório da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) sobre as contas do clube em 2018. O Peixe apresentou um déficit de R$ 77 milhões no exercício. Se for aprovado, o parecer volta para a CIS e o Comitê de Gestão terá tempo para fazer a sua defesa.

“O erro, e faço mea culpa, é que não tivemos comunicação à altura do que estávamos transformando o Santos. Espero que os conselheiros de bom senso entendam a situação. Portas estão abertas, perguntem e eu explico. Não fizemos qualquer negócio ilícito, é notório. Existe um grupo que torce para dar errado e (Mário Sergio) Cortella sempre fala isso”, concluiu Peres.

O processo precisaria de dois terços dos votos entre os presentes para ser aprovado. Em caso de aprovação, o Conselho teria de convocar uma assembleia de sócios para a votação do impeachment. Nesse caso, bastaria a maioria simples para o impeachment ser aprovado.