Torcedores do Santos jogaram bomba no campo da Vila Belmiro após derrota para o Corinthians (Crédito: Guilherme Lesnok)

A Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE) instaurou inquérito policial e identificou sete torcedores do Santos que atiraram bombas no gramado da Vila Belmiro durante a derrota santista por 2 a 0 no clássico contra o Corinthians, na quarta-feira (21).

Aos 41 minutos do segundo tempo do clássico, torcedores arremessaram rojões no gramado e deu início em um cenário de guerra na Vila, com protestos direcionados também à diretoria pelo desempenho da equipe, além de uma grande confusão do lado de fora do estádio.

Em nota encaminhada ao DIÁRIO DO PEIXE, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que imagens das câmeras de segurança da Vila Belmiro foram solicitadas. Agora, o objetivo é identificar outros nomes que participaram do ocorrido.

“A Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), após a partida, solicitou ao departamento jurídico do Santos Futebol Clube, as gravações das câmeras de segurança da Vila Belmiro. Após análise, foram identificados sete torcedores. O objetivo é realizar os depoimentos dos suspeitos e tentar identificar outros torcedores envolvidos. As investigações prosseguem por meio de inquérito policial”.

O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) puniu o Santos com 30 dias sem torcida em jogos como mandante ou visitante pelo Brasileirão após a confusão. Neste domingo (25), o Peixe encarou o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro Masculino e Feminino, ambos sem torcida no estádio.

A decisão não é definitiva. Durante os 30 dias de suspensão, o Peixe será julgado pela corte. Em caso de novo julgamento e punição, passa a valer a nova ordem estabelecida pelo STJD. O Santos pode ser enquadrado nos parágrafos I e III artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), quando o clube “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir”.

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