
Cuca valorizou opções polivalentes no Santos (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)
O técnico Cuca surpreendeu a todos ao colocar um time bastante modificado para encarar o Cruzeiro, sábado (12), na Vila. Ao final da partida, feliz pela conquista dos três pontos, o treinador do Santos justificou a escolha com dois motivos distintos: a polivalência de alguns atletas e a necessidade de dar um “respiro” aos jogadores mais cansados.
“Ele [Igor Vinícius] começou como terceiro zagueiro. Nós ganhamos uma saída de bola maravilhosa por dentro e pelos lados com Luan, Igor…conseguimos jogar dois meias à frente com mais dois volantes e povoamos bem o meio de campo. Foi essa a ideia. Sabíamos que quando eles colocassem um terceiro atacante de beirada não poderíamos mais estar naquele sistema porque não dava para fazer uma linha de cinco, pois não tínhamos lateral-esquerdo. Quem estava fazendo isso era o Cebolinha. Tinha trabalhando isso e recolhi o Igor para a zaga e abri o Luan. Quando senti um perigo, troquei Luan e o Igor. Igor passou em tudo hoje. Importante ter jogadores polivalentes que te enchem o leque tático, ajuda bastante”, explicou.
A “nova” dupla de zaga, formada pelo improvisado Willian Arão e pelo veterano, e antes criticado, Luan Peres, ganhou menção especial. “Arão e Luan Peres estão jogando muito bem. Eles sabem jogar na linha de três quando precisa e como foi hoje contra o Cruzeiro. Aproveitando muito bem e estão tendo sequência, não têm tido lesão e suspensão”, completou.
Cuca: “Não teve um que jogou mal”
Cuca afirmou que a ideia fez sentido e os jogadores corresponderam. Além disso ,viu um meio povoado que deu liberdade para velocidade pelos lados. O treinador rasgou elogios a todo o elenco.
“A marcação é setorizada. Não correm atrás individual, caiu no setor deles e eles fazem a marcação. Desgaste físico é menor e eles tem a qualidade também à disposição de sair para o jogo. Schmidt teve duas ou três bolas no gol, goleiro pegou, Gustavinho também. Eles tinham mais dois jogadores a frente deles, sempre acha passe e tínhamos velocidade pelo lado do campo. A gente estava numa estratégia perfeita e tinha que ter a execução. Foram preciosos. Todos eles. Não teve um jogador nosso que jogou mal”, ressaltou.
Para o jogo, a comissão técnica do Peixe teve cinco desfalques: o zagueiro Lucas Veríssimo (se recuperando de entorse no tornozelo direito), o lateral-esquerdo Escobar (suspenso), os meia-atacantes Neymar (lesão muscular tipo 2B no reto anterior da coxa direita) e Barreal (lesão muscular no bíceps femoral do tipo 2A) e o atacante Gabriel Barbosa (suspenso).
“Não tivemos Neymar, Gabigol, Barreal e Escobar que faz muita falta, o Lucas…nos fizemos valer a força de grupo. Pessoal está com uma pegada forte, confiante, tocando bem a bola. Tem erros, como tomamos o gol. Brazão fez uma defesa importante para nós. Nós soubemos usar bem os espaços do campo. Isso foi diferencial, mas tudo isso é mérito do jogador. Eles praticaram um jogo com duas ou três formações táticas dentro do jogo e mesmo com treino pequeno, deram conta e isso é um prazer trabalhar com grupo versáteis, jogadores inteligentes e que se adaptam bem”, finalizou.




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