Renato se despediu do futebol em 2018 (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

Renato é um dos grandes ídolos santistas desse século. O ex-volante fez parte da geração campeã brasileira em 2002, mas chegou ao clube num momento muito difícil, bem diferente do que deixou quando foi jogar no Sevilla, da Espanha, vendido por milhões.

Ele foi contratado junto ao Guarani, em 2000, época de jejum de grandes conquistas na Vila Belmiro. Em entrevista ao programa Fora do Jogo, do Esporte Interativo, o agora cartola do Peixe relembrou sua chegada ao clube.

“Eu cheguei e a gente tinha quase uma seleção. Carlos Germano, Márcio Santos, Edmundo, Rincón… Em 2001, teve Marcelinho, Cléber, Viola. A cobrança era grande. O Santos desde 84 não conquistava um título expressivo. Passei um perrengue até chegar 2002”, disse Renato.

O Brasileirão de 2002 foi uma conquista marcante para toda aquela geração. Na primeira partida da decisão, contra o rival Corinthians, Renato marcou um gol na vitória por 2 a 0. Na volta, 3 a 2 para o Santos, no jogo que eternizou as pedaladas de Robinho.

O título foi um divisor de águas dentro do Peixe. Até as torcidas organizadas do clube, que colocavam suas faixas de ponta-cabeça, desviraram seus nomes naquela tarde do Morumbi.

“O primeiro jogo (final) foi importante, a gente sabia que teria que fazer um placar bom. Sabíamos que ia ser difícil, pois o Corinthians tinha uma equipe de muita qualidade. Lembro que quando fui dar entrevista, o Elano interrompeu e falou que era o gol do título. Era para gente ser campeão em cima do Corinthians. Para lavar a alma”, disse o ex-jogador, que antes de ser chamado de Renato tinha seu nome gritado por Renatinho pelos torcedores.