
Contas de José Carlos Peres foram reprovadas em novo parecer do Conselho Fiscal (Crédito: Santos FC)
Apesar de ter duas contas reprovadas, o presidente do Santos, José Carlos Peres, não deve enfrentar um novo processo de impeachment no clube. Devido ao ritual e prazos pedidos pelo Estatuto Social do Peixe, uma assembleia de sócios para votar a saída do dirigente só aconteceria perto das eleições ordinárias, previstas para dezembro.
As contas de 2019 do presidente José Carlos Peres foram reprovadas pelo Conselho Deliberativo no dia 30 de junho. Então, o dirigente teve dez dias para apresentar na sua defesa no Conselho Fiscal. Peres enviou sua defesa no final da noite do dia 10 de julho.
Nesta segunda-feira, o Conselho Fiscal protocolou um novo parecer, após analisar a defesa do presidente, e o DIÁRIO apurou que o pedido para a reprovação das contas foi mantido. De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, o novo parecer deve ser votado novamente pelos conselheiros em reunião a ser marcada, possivelmente, na primeira semana de agosto.
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Caso o parecer seja aprovado (ou seja, as contas sejam mesmo reprovadas), apesar do entendimento de alguns conselheiros de que o presidente José Carlos Peres teria de ser afastado de imediato, Marcelo Teixeira explica que o caminho é outro.
“Se o plenário concordar com o parecer do CF (Conselho Fiscal), o processo será encaminhado à CIS (Comissão de Inquérito e Sindicância), sem o afastamento do presidente, nem de membros do CG”, explicou.
De acordo com o artigo 69 do Estatuto social, o presidente do CD encaminhará um possível pedido de impeachment para a CIS em até 5 dias após o recebimento. A CIS, por sua vez, tem cinco dias para citar o presidente. José Carlos Peres teria, então, 10 dias após a citação para apresentar a sua defesa. A Comissão de Inquérito e Sindicância teria mais sete dias para emitir o seu parecer.
Caso o parecer da CIS peça o impeachment, o Conselho Deliberativo precisa ser convocado para votar o pedido. A convocação precisa ser feita ao menos três dias úteis antes da data da encontro. Para ser aprovado, o pedido de impeachment precisaria de aprovação de dois terços dos conselheiros presentes. Nesse caso, o presidente seria afastado até a assembleia de sócios, que deveria ser marcada em até 60 dias.
Ou seja, pelos prazos normais, os sócios só votaram um possível impeachment em novembro, apenas um mês antes das eleições para a presidência. Existe um entendimento de que não faz sentido o desgaste do processo.
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