
Marcelo Teixeira condicionou a apresentação da proposta da SDC à mudança no Estatuto do clube (Crédito: Divulgação/SantosFC)
A diretoria do Santos, comandada pelo presidente Marcelo Teixeira, condicionou a apresentação de uma proposta da SDC Sports para a compra de uma SAF (Sociedade Anônima do Futebbol) à mudança do Estatuto Social do clube. Na noite desta segunda-feira, os executivos do grupo se apresentaram aos conselheiros em reunião do Coselho Deliberativo, que deixou mais perguntas do que respostas.
Participaram do encontro e Diego Garcia, Co-Founder & Managing Partner da St. Dominique Capital, Michael Lipman, Managing Partner da SDC Sports, Jesse Fioranelli, conselheiro do grupo, além de representantes da XP Investimentos, EXA Capital, Bichara e Motta Advogados, e Rothschild & Co., Alvarez & Marsal e BMA.
A reunião começou com explicações da XP Investimentos sobre o processo de busca por investidores do clube. Helena Barros afirmou que mais de 62 possíveis grupos de investimento foram procurados. Depois de um processo de filtragem, a empresa ficou com 15 interessados, depois reduziu o número para seis, até finalmente chegar ao nome das SDC Sports como melhor opção. O processo não foi apresentado aos conselheiros, que questionaram sobre a documentação do processo de licitação.
Não foram apresentados valores na reunião. O presidente Marcelo Teixeira afirmou que o Estatuto precisa ser mudado para que até 80% da SAF do Santos possa ser vendida. O processo de reforma do Estatuto foi paralisado em julho e não existe previsão para um novo encontro. O texto atual provoca interpretações diferentes sobre a possibilidade de venda de mais de 49% das ações.
Os representantes da SDC Sports afirmaram que os investidores da empresa são “um grupo de pequenas famílias”, sem revelar os nomes. A família Santo Domingo, apontada inicialmente como interessada na SAF do Santos, negocu o interesse. Jesse Fioranelli fez uma apresentação simples com alguns slides mostrando quais exemplos que eles esperam replicar no Peixe, como Ajax e River Plate nas categorias de base, Athletico Bilbao e Independente Dell Vale no modelo de jogo, etc, além de deixar pergntas como “o que queremos para o Santos” e “o que os torcedores querem para o Santos”.
“A reconstrução exige uma visão de longo prazo. Enxergamos essa jornada em três etapas: convicção no projeto, transição para padrões de alta performance e fortalecimento do Selo Santista, criando as bases para uma evolução sustentável no longo prazo. Tendo esse plano a longo prazo, o Santos voltará com extrema grandeza para a disputa de todos os campeonatos que disputar”, afirmou Jesse Fioranelli.
No final, Alexandre Cobra, representante da EXA Capital (e presidente do Conselho de Administração do Paulista de Jundiaí), afirmou que a Due dilligence iniciada em fevereiro ainda não terminou e que a resposta final só deverá sair em três semanas.
“Hoje tivemos um encontro de apresentação do grupo aos conselheiros e conselheiras, conforme estava na pauta. Foi fundamental para conhecer o perfil, a forma como são os investimentos, da maneira como também trabalharam no futebol e o perfil dos investidores. A diretoria executiva sempre teve um cuidado no assunto da SAF, mas, como nós concluímos hoje toda a documentação, cabe ao Conselho Deliberativo entender esse procedimento, votar as devidas mudanças estatutárias para que, se for do desejo do conselho e do quadro associativo, ocorra a mudança para SAF ou não”.




Deixar um comentário