
O presidente Andres Rueda busca melhorias para as categorias de base do Santos (Crédito: Divulgação/SantosFC)
O Comitê de Gestão do Santos e os Gerentes discutiram melhorias para as categorias de base do clube na reunião que acontece toda semana entre o presidente Andres Rueda, o vice José Carlos de Oliveira e membros dos Comitê de Gestão para discutir, sugerir e buscar soluções para os setores do Peixe.
“Essa transformação na base está no nosso planejamento estratégico e é muito importante essa interação de todos os setores, para fortalecermos o trabalho. Essas reuniões são sempre muito produtivas, porque gera uma integração de todo o clube. Cada setor pode contribuir e há uma proximidade cada vez maior, que gera agilidade nos processos”, afirmou Rueda.
Felipe Gil, acompanhado do gerente de esportes, Jorge Andrade e demais coordenadores, inclusive do futsal, apresentaram cada detalhe da estrutura atual, o que está sendo feito atualmente e o que ainda pode ser implementado. O executivo de futebol, André Mazzuco, também participou da atividade.
A equipe profissional do Santos conta com vinte e um atletas revelados nas categorias de base do clube. Na temporada passada, as categorias Sub-17, Sub-20 e Sub-23 não passaram de fase na competição nacional de casa categoria. Ainda no último sábado, o Santos Sub-20 perdeu por 8 a 0 o clássico contra o São Paulo em um amistoso.
Como o santos é uma equipe que depende da base, é vergonhosa a estrutura que é encontrada na base, times muito menores como o caso do Mirassol, tem um complexo melhor que o santos. E esta na hora de Buscar jogadores de centros menos desenvolvidos, pois é nesses lugares que se encontra um verdadeiro jp0vem com vontade de vencer no futebol, buscar jovens tratados com Nutella não leva a nada. O verdadeiro jogador é aquele que precisa lutar para ter na mesa um prato de comida, esse sim mostra a cara.
Melhorar as categorias de base é fundamental para o Santos FC permanecer vivo e em posição de destaque. E não é porque a base sempre nos salvou, mas porque diante do modelo de negócios atual do futebol, da conjuntura econômica de um pais de moeda fraca e da dificuldade de se aumentar a arrecadação de tal forma que possibilite quitar dívidas e investir. Quando se pensa em estrutura para a base também fica difícil pensar em construção de um amplo e moderno centro de treinamentos dentro da cidade de Santos, num lugar de boa localização e suporte de serviços públicos. Mirassol e outros clubes menos famosos tem a vantagem de estarem em regiões onde é possível encontrar terrenos próximos do centro da cidade com o preço do m2 num valor razoável. E se a base precisar sair da cidade de Santos ficará o desafio de mantê-la integrada com o futebol de salão e o futebol profissional. Vale lembrar que o Santos FC tem como oportunidade explorar melhor a marca Meninos da Vila, espalhando centros de treinamento pelo mundo afora. Além de possibilitar receitas com a franquia, o clube também poderá padronizar a infraestrutura e os processos de treinamento para oferecer não só qualidade mas também observar e garimpar valores quem sabe sem a interferência de empresários vampiros. Outro ponto a se considerar é a otimização do retorno dado ao investimento. Hoje dezenas de garotos atingem o sub-20 mas não vingam e se tornam atletas profissionais. O que o clube pode e precisa fazer para lançar um número maior de bons jogadores no mercado profissional não só como forma de montar seu elenco mas também como forma de gerar receita através de participação em vendas de direitos econômicos? Há como melhorar os processos de captação e capacitação/desenvolvimento de seus jovens talentos? E será que é possível desenhar um processo que vise entender as demandas do elenco profissional, suas carências atuais ou futuras (com a venda de algum jogador) para que elas sejam rapidamente supridas pela base? Como exemplo tivemos as posições de laterais direito e esquerdo. Há como prever que num dado espaço de tempo o clube precisará de um bom lateral direito e investir na busca e preparação de um jovem valor? E para finalizar dois pontos: a maior disseminação e penetração de escolas Meninos da Vila em cidades da Baixada e litoral norte, com parcerias públicas (com prefeituras) ou privadas tanto para o futebol de campo quanto para o futebol de salão masculinos e femininos. E bem que o Santos FC poderia ter uma equipe profissional de futebol de salão formada apenas por jogadores revelados em suas categorias de base, reduzindo assim o custo mas sem deixar de ocupar um espaço que as cidades da Baixada e Litoral Norte e a torcida desejam e merecem.
É SÓ garimpar jovens promissores e NÃO aceitar jogadores via EMPRESÁRIOS, e colocar gente que entende de futebol, hoje se analisa jogador por um jogo , jogador tem que ter talento e regularidade.
A questão da base é dramática e Rueda terá que trabalhar muito. As instalações são vergonhosas não comparação com os outros grandes times. Isso exige dinheiro. Mas tem um lado que Rueda pode resolver já, embora exija coragem política. Arão Alves e Edinho, por exemplo, não têm a menor condição para contribuir com o crescimento profissional de jovens talentos.
É só acabar com os contratos de gaveta dos empresários e passar a fazer peneiras. Simples assim. Só vai passar os melhores. PENEIRA é a palavra chave. Éramos os melhores.
Já houve diversos planejamentos estratégicos como o do Brunoro e do Autuori, mas parece que só o acaso e a extrema necessidade fazem com que surjam jogadores na base santista. Infelizmente, as últimas apostas não conseguiram vingar. Queimaram etapas, mas os meninos repetiram de ano. Enfim, houve promessas de raios que não se concretizaram, supostas jóias que não brilharam: Diogo Vitor, Tailson, Alexandre Tam, Renier, Ceará, Lucas Lourenço (não surpreende que o grande destaque do time Sub 20 da base santista de 2018, o Calabres, esteja jogando na quarta divisão e não na Europa).
Tomara que desta vez a base encontre um rumo.