Conselho Fiscal pediu, pelo segundo ano seguido, a reprovação das contas de José Carlos Peres (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

O relatório do Conselho Fiscal do Santos sobre as contas do clube em 2019 apontou um grave problema para os próximos meses. O Peixe não pagou a última parcela de 5 milhões de euros (R$ 23,5 milhões pela cotação da época) do acordo com a Doyen por dívidas de gestões antigas, como da contratação de Leandro Damião, que tinha vencimento em setembro do ano passado.

De acordo com o relatório do CF, a Doyen cobrou a multa prevista em contrato e isso elevou a dívida para 15 milhões de euros, algo em torno de R$ 85,2 milhões pela cotação atual. Ou seja, o valor da dívida triplicou.

O Conselho Fiscal ainda questiona duas “manobras” da gestão do clube. A primeira foi a utilização de um parecer jurídico sobre a execução da multa, com a decisão de discordar do valor e apontar a possibilidade de uma redução para 25% do total. Ou seja, de acordo com o parecer, a multa seria de “apenas” 2,5 mi de euros (R$ 14 milhões).

A segunda “manobra” citada pelo Conselho Fiscal foi a transferência de qualquer valor dessa dívida para a rubrica de Provisão Contigências Cíveis, o que no entendimento do CF reduziu o valor do endividamento do clube dentro do exercício.

Por motivos como o citado acima, o Conselho Fiscal pediu a reprovação das contas de 2019 do Santos. As contas de José Carlos Peres em 2018 já foram reprovadas pelo Conselho Deliberativo e um segundo processo de impeachment do presidente pode ser aberto na próxima terça-feira.