Elenco do Santos se prepara para enfrentar o Bahia (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O Santos não vê anormalidade no número de lesões musculares sofridas pelo elenco ao longo da temporada de 2026. O clube entende que o calendário do futebol brasileiro é um dos fatores que contribuem para os problemas físicos, mesmo com a utilização de aparelhos modernos no trabalho de preparação e recuperação dos atletas.

O caso mais recente foi o do zagueiro Lucas Veríssimo, que sofreu uma lesão muscular na partida contra o Fluminense. O defensor se tornou mais um desfalque em uma temporada marcada por problemas físicos no elenco santista.

Internamente, o Peixe avalia que o cenário não é exclusivo do clube. A quantidade de lesões em outras equipes do futebol brasileiro também chama a atenção, e o Santos entende que, embora seja uma situação ruim, os problemas musculares se tornaram recorrentes no calendário nacional.

Um levantamento do Diário do Peixe atualizado após a última partida mostra que jogadores do Santos já perderam 180 jogos por lesões ao longo da temporada. O número considera as ausências dos atletas lesionados e não corresponde necessariamente à quantidade de partidas disputadas pelo clube sem cada jogador.

Entre os goleiros e defensores, Gabriel Brazão ficou fora de cinco jogos, enquanto Lucas Veríssimo desfalcou a equipe em oito partidas e Luan Peres em três. Nas laterais, Igor Vinicius perdeu seis confrontos e Vinicius Lira ficou ausente em 43. Gabriel Menino, utilizado no setor, não atuou em 23 jogos.

No meio-campo, Arthur foi desfalque em três partidas, enquanto Schmidt, Arão e Bontempo ficaram fora de sete, oito e sete jogos, respectivamente. Neymar perdeu 16 confrontos, Miguelito não atuou em quatro e Rollheiser desfalcou o time em duas partidas.

Entre os atacantes, Gabigol ficou fora de três jogos, Moisés de sete, Rony de dois, Thaciano de 11 e Barreal de cinco.

Calendário e gramado entram na avaliação

O Santos entende que a sequência de partidas e o pouco tempo para recuperação entre os compromissos são fatores importantes para explicar o cenário – em 2026 o Peixe participou de quatro competições. O clube também considera as condições do gramado da Vila Belmiro, cuja irregularidade é vista internamente como um possível elemento de risco para os atletas.

Apesar dos investimentos em equipamentos modernos para preparação física e recuperação, o Peixe avalia que a estrutura, por si só, não elimina os riscos associados à carga de jogos e às condições de trabalho.

A avaliação santista é de que o excesso de lesões musculares representa um problema para o futebol brasileiro como um todo. O clube não considera o cenário uma anormalidade isolada do elenco, mas reconhece o impacto dos desfalques ao longo da temporada.