
Santos abriu 2 a 0 no placar, mas vacilou no segundo tempo e cedeu empate ao Bahia na Arena Fonte Nova (Crédito: Celo Gil)
Bastante desfalcado e sem contar com Neymar e Gabigol, principais estrelas do elenco, o Santos foi a Salvador neste sábado (25) encarar o Bahia, na Arena Fonte Nova, com a esperança de deixar para trás a sequência de três jogos sem vitória, mas ficou no “quase”.
Depois de abrir 2 a 0 no placar, com dois gols de pênalti do argentino Rollheiser, o Santos voltou a vacilar defensivamente e, desta vez, a invencibilidade de Diógenes como profissional não se manteve: 2 a 2.
Rollheiser, embora não tenha feito uma boa partida, acabou se tornando um dos nomes do jogo, já que marcou duas vezes em cobranças de pênalti, garantiu o placar de 2 a 1 e, assim, assegurou três pontos importantíssimos para o Alvinegro Praiano.
O Peixe agora volta as atenções para a Copa Sul-Americana, já que faz uma autêntica decisão diante do San Lorenzo, terça-feira (28), na Argentina. Caso não vença, o time da Vila Belmiro praticamente dará adeus à competição continental. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso será no sábado (2), às 18h30 (de Brasília), contra o Palmeiras, no Allianz Parque.
O jogo
O técnico Cuca, que ainda perdeu Barreal, com indisposição, pouco antes de a bola rolar, optou por uma escalação com mais força no meio-campo para impedir que os volantes do Bahia tivessem liberdade para trabalhar. E a estratégia deu certo.
O Santos começou a partida bem postado e procurando reduzir os espaços do Bahia no meio de campo. A armadilha de Cuca deu certo e, mesmo após dois pequenos sustos em lances com Willian José, conseguiu surpreender.
Rony, escalado como titular em cima da hora, tirou o treinador do sério ao demorar para chutar a gol em duas chances claras (uma delas em impedimento), mas, para sorte do camisa 11, o gol santista saiu logo na sequência.
Aos 21 minutos, após Gabriel Bontempo ser derrubado na área e a arbitragem marcar pênalti com a ajuda do VAR, Rollheiser, titular na função de Neymar, cobrou com categoria para tirar o zero do placar: 1 a 0.
O Bahia por pouco não empatou na sequência, com Pulga recebendo nas costas de Mayke e ganhando de Lucas Veríssimo na corrida, mas a bola acabou triscando a trave do goleiro Diógenes, para alívio santista.
Antes da descida para os vestiários, o Santos ampliou: Thaciano puxou contra-ataque e cruzou na área. A bola bateu no braço de Ramos Mingo e, após conferir no VAR, a arbitragem marcou pênalti novamente. Rollheiser cobrou bem e fez 2 a 0.
Segundo tempo
O Santos voltou para o segundo tempo com a mesma formação, mas com mais dificuldades na marcação. Com isso, acabou acuado dentro da própria área e apostando em contra-ataques para tentar matar o jogo.
Foi em um destes que Rollheiser descolou um escanteio e, na cobrança, encontrou Rony, que cabeceou forte, com perigo, à direita do gol defendido por Léo Vieira, na primeira chance do Peixe na etapa final.
O Santos seguiu pressionado e acuado na defesa, mas quase chegou ao terceiro gol quando Bontempo fez ótimo passe e encontrou Lautaro Diaz na cara do gol, mas o chute de perna esquerda do argentino explodiu em Léo Vieira.
De tanto insistir, o Bahia conseguiu vazar o até então invicto goleiro Diógenes. Após falta boba na entrada da área, Luciano Juba bateu com extrema categoria. O goleirão santista ainda chegou a tocar na bola, mas, como havia dado um passinho para o lado, não conseguiu evitar o gol: 2 a 1.
Depois de uma confusão que durou quase 5 minutos para substituições no Santos, aconteceu o pior. Em cruzamento para a área, Willian José subiu mais que Lucas Veríssimo e decretou a tão temida lei do ex: 2 a 2 e fim melancólico para o Alvinegro, que poderia respirar aliviado, mas vai dormir preocupado com o rebaixamento.
FICHA TÉCNICA
BAHIA 2 X 2 SANTOS
Competição: Campeonato Brasileiro (13ª rodada)
Data e hora: 25 de abril de 2026, às 18h30 (horário de Brasília)
Local: Casa de Apostas Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)
Assistentes: Marcia Bezerra Lopes Caetano (RO) e Henrique Neu Ribeiro (SC)
Quarto árbitro: Bruno Mota Correia (RJ)
VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN)
Cartões amarelos: Erick Pulga, Ramos Mingo, Everton Ribeiro (Bahia), Diógenes, Miguelito, Mayke, Escobar (Santos)
GOLS: Rollheiser (1 x 0), aos 21, Rollheiser (2 x 0), aos 48 minutos do primeiro tempo, Luciano Juba (1 x 2), aos 31, Willian José (2 x 2), aos 38 minutos do segundo tempo
BAHIA: Léo Vieira; Acevedo, Gabriel Xavier (Gilberto), Ramos Mingo e Luciano Juba; Caio Alexandre (Erick), Jean Lucas, Michel Araújo (Everton Ribeiro) e Kike Olivera (Everaldo); Erick Pulga (Ademir) e Willian José. Técnico: Charles Hambert
SANTOS: Diógenes; Mayke, Lucas Veríssimo, João Ananias e Escobar; João Schmidt (Luan Peres), Christian Oliva (Tomás Rincón), Gabriel Bontempo e Rollheiser (Miguelito); Rony (Moisés) e Thaciano (Lautaro Diaz). Técnico: Cuca
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