Ângelo foi alvo de ataques racistas no Chile (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O Santos divulgou uma nota sobre o atacante Ângelo, que revelou ter sido chamado de macaco por torcedores chilenos na derrota do Peixe por 2 a 1 para o Audax Italiano na noite desta quarta-feira (24), no estádio El Teniente, em Rancagua, jogo válido pela quarta rodada da Copa Sul-Americana.

Logo após o Ângelo comunicar os representantes santista do que aconteceu, o Peixe procurou o delegado da partida e pediu para que tudo foi relatado em súmula, assim como garantiu o árbitro do jogo. O clube ainda aguarda um posicionamento da Conmebol.

“O Santos Futebol Clube, novamente, vem a público denunciar e repudiar com veemência mais um caso de racismo no futebol. Dessa vez, os alvos das injúrias raciais foram nossos jogadores Ângelo e Joaquim. Os dois atletas foram atacados verbalmente e com gestos imitando macacos por torcedores adversários presentes na partida de hoje. O crime foi denunciado pelo Santos FC, ainda dentro do estádio, para os representantes da Conmebol. Com os dois casos registrados oficialmente, o clube aguarda o posicionamento da entidade diante desta situação inaceitável. Como já foi dito, o racismo não deve ser apenas combatido, mas também punido severamente”, disse o Santos, em nota.

Segundo informações relatadas pelo canal Paramount+, aos 32 minutos da segunda etapa o atacante foi substituído e, para acelerar a saída, deixou o campo pelas laterais do gramado. Foi neste momento que ele foi xingado e chamado de macaco por torcedores locais.

Em sua coletiva de imprensa após o jogo, o técnico Odair Hellmann lamentou o novo caso de racismo e pediu ação por parte de autoridades. Para ele, em caso de racismo ao decorrer do jogo, a partida tem que ser suspensa de imediato.

“Não tenho cargo no clube em que decido e tenho o poder de decidir essas coisas. Eu, no campo de jogo, sabe o que temos que fazer? Sair da partida. Que a Conmebol, que a Fifa, que a CBF busque e puna. Se não tiver punição, vai continuar. É um sofrimento histórico, irreparável. A sociedade como um todo não aceita mais. Se depender de mim, como treinador de jogo, a gente sai de campo. Eu tenho que respeitar a direção, isso não cabe a mim, mas o meu posicionamento é de tirar o time de campo”, disse o treinador.

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