
Pelé é o maior jogador de todos os tempos (Crédito: Pixabay)
Recentemente uma revista inglesa publicou uma lista com os melhores jogadores de todos os tempos. Pelé apareceu em quarto lugar, atrás de Messi, Maradona e Cristiano Ronaldo. A publicação se pretende séria. A questão que fica é: como alguém pode analisar os feitos de cada um e chegar à conclusão de que Edson Arantes do Nascimento foi o quarto melhor da história? Até hoje, ninguém o superou e muitos acreditam que jamais surgirá alguém do seu nível. Se você também gosta de fazer previsões esportivas, aproveite o pixbet codigo promocional e dê os seus palpites.
Mas, então, por que uma revista especializada em futebol consegue colocar Pelé atrás de jogadores obviamente inferiores? Fora qualquer conclusão mercadológica, é preciso observar que o camisa 10 do Santos fez a maior parte de sua carreira nos anos 60, ou seja, seis décadas atrás.
Dessa forma, por mais gloriosos que sejam os seus feitos, eles sempre parecem obra de ficção. É uma realidade já tão distante que simplesmente dá a impressão de ser quase um sonho. Se Pelé tivesse feito sua carreira em tempos recentes, a discussão sobre quem foi o melhor da história não faria sequer sentido.
Se já houve uma tremenda comoção quando Messi ganhou a Copa do Mundo com a Argentina, com os mais afoitos afirmando que “a discussão acabou”, o que eles diriam se tivessem presenciado Pelé conquistando três Mundiais? E, no de 1958, com apenas 17 anos, fazendo dois gols na final. Um deles simplesmente antológico. O adolescente matou a bola no peito, chapelou o zagueiro e bateu de primeira, sem chances para o goleiro.
É óbvio, então, que um dos principais motivos por que Pelé às vezes é preterido em listas como essa é o fato de ele ter feito sua carreira muito tempo atrás. O número de pessoas que viram o camisa 10 em ação é cada vez menor. Portanto, é natural que torcedores e analistas modernos questionem seus feitos ou mesmo atribuam pesos absolutamente desproporcionais a tudo o que Pelé conquistou e ao que os jogadores atuais conquistaram.
Independentemente disso, Pelé é, sem dúvidas, o maior jogador da história. Ele simplesmente revolucionou o futebol e tudo o que os jogadores modernos fazem é fruto daquilo que Edson Arantes do Nascimento fez no passado.
Isso não significa que Messi, Maradona e Cristiano Ronaldo não sejam grandes jogadores. Absolutamente. Os três integram a lista dos maiores da história. Eles apenas não estão no mesmo nível de Pelé.




Discussão estéril.
O Pele jogou numa época em que muitos dos seus feitos não ficaram registrados e a maioria das imagens que restaram da epoca do seu auge hoje são apenas borrões em preto e branco. Provavelmente nenhum dos analistas ingleses que fizeram esse ranking controverso chegou a ver o Pele em ação. Além disso, mesmo se o Pele jogasse hoje, como praticamente fez toda a sua carreira jogando no Brasil, certamente seria desfavorecido em uma comparação com os jogadores que atuam na Europa.
Se fossem utilizados criterios idôneos, o que se pode dizer é que o Rei foi um jogador completo: chutava com as duas pernas, cabeceava incrivelmente bem, batia falta, driblava, tinha velocidade e visão de jogo incomum, fazia jogadas desconcertantes, sempre com objetividade visando o gol adversário, isso tudo sem falar da frieza na hora de concluir.
O Rei jogou numa epoca de gramados ruins, iluminacao deficiente, material esportivo precário, com camisas e bolas que encharcavam e chuteiras que machucavam os pés com os pregos das travas.
O Pele jogou nos tempos em que o futebol era viril e os zagueiros adversários tinham “licença para matar”. Os juizes “caseiros” faziam vista grossa e não havia os recursos tecnológicos para flagrar as agressões fora do lance. Também é preciso destacar que até a Copa de 1966 sequer havia cartões para coibir a violência. Messi e Cristiano Ronaldo seriam literalmente moídos pelos zagueiros daquela epoca.
De mais a mais, basta olhar as conquistas, os números do atacante. Marcas impressionantes, indeléveis. que não permitem comparações.