Oliva deve ganhar a vaga de Neymar no clássico contra o Palmeiras (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O Santos terá uma formação diferente para o próximo compromisso do Campeonato Brasileiro, no meio de semana, diante do Palmeiras, na Vila Belmiro. Após o empate contra o Bahia, o técnico Cuca comentou sobre a utilização mais constante do “quinteto fantástico” (Bontempo, Coutinho, Neymar, Cebolinha e Gabigol) na sequência da temporada, algo que não poderá ser feito no clássico, já que o camisa 10 estará suspenso.

“É possível (o quinteto jogar), sempre falo para eles. Sempre que um treinador põe uma equipe ofensiva, precisam buscar. Não precisa marcar, vai a linha da bola. Quando tem qualidade que eles tem, temos oportunidade e hoje foram 26, várias delas no gol. Jogo estava bonito. Mas quando passamos a linha, jogo fica bonito. Devemos voltar com o Oliva porque perdemos o Neymar e volta ser o time que vcs estavam acostumados a ver”, ressaltou.

Além disso, explicou o porquê de ter improvisado o meia-atacante Barreal na lateral esquerda com o desfalque de Escobar e não ter saído com o garoto Rafa Gonzaga. Porém, o comandante santista acredita no retorno do argentino para o clássico.

“Barreal comigo jogou várias vezes como um lateral-esquerdo. Barreal é jogador pronto, maduro para esse tipo de jogo. Gonzaga ainda não é, Barral está a frente. Sobre o Escobar, acho que devemos contar com ele no próximo jogo”, completou.

Questionado sobre usar o ‘quinteto’ no restante dos jogos, Cuca foi cauteloso e falou em avaliar. O treinador ainda admitiu que são jogadores que não marcam e por isso precisa de uma estratégia mais ofensiva;

“Depende do jogo. Segundo tempo não era ideal. Avaliamos todas as condições. Uma das primeiras coisas que eu faço quando vou montar meu time…vou confidenciar, eu pensaria qual do adversário seria titular no meu time. Ai faço minha montagem. Onde tenho que ter cuidado, onde os melhores são melhores que o meu. Pessoal fala que faço marcação individual, não faço. Colocar Neymar, Coutinho, Gabigol para marcar…não vai existir. O que fazemos é não ter sobra. Uma roubada na frente faz gol. Eu jogo no mano a vida toda. Ou temos um pegador, sobra atrás, mas não é característica do time”, finalizou.