Marcelo Teixeira admitiu atraso no pagamento dos direitos de imagem, mas negou que elenco esteja correndo menos por conta disso (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O Santos está devendo dois meses de direitos de imagem ao elenco, mas, de acordo com o presidente do clube, o débito com atletas e comissão técnica não é tão grande quanto vem sendo comentado e não está interferindo no desempenho da equipe dentro de campo.

Em entrevista ao programa Domingo Esportivo, da Rádio Bandeirantes, Marcelo Teixeira confirmou o atraso, mas ressaltou que, por se tratar de um ano eleitoral, é preciso filtrar as notícias que chegam por meio de fontes.

“É importante frisarmos que esse é um ano político, então nem sempre o que chega é verdadeiro. Temos uma grave crise financeira, todos sabem. O Santos está com suas contas em CLT todas em dia, e nós temos dois direitos de imagem que estão atrasados. Na medida do possível, temos colocado as contas em dia”.

O dirigente ressaltou ainda que conta com a confiança do grupo de jogadores e da comissão técnica, e negou que o atraso nos vencimentos também tenha se estendido ao salário oficial, registrado em carteira. “Estamos sempre conversando e posso garantir que não está interferindo ou afetando o rendimento dos atletas, dos jogadores e da comissão técnica. Eles confiam na gestão”.

Presidente elogia evolução, mas cutuca “gás” do Santos

Na mesma entrevista, Teixeira também comentou sobre o atual momento do Santos, que não vence uma partida há sete jogos, está na lanterna de seu grupo na Copa Sul-Americana e beirando a zona de rebaixamento no Brasileirão.

“Em relação ao futebol, é questão de rendimento mesmo. A partir do momento em que o Cuca assumiu, a equipe vem se apresentando melhor, criando oportunidades. Jogamos fora e melhor contra equipes que estão à frente na tabela”, ponderou.

O dirigente admitiu, porém, que o time tem “morrido” no segundo tempo dos jogos e, nas entrelinhas, avisou que está de olho na preparação física do time. “Acredito que a gente tenha é que aperfeiçoar essa questão técnica e o preparo físico dos jogadores, pois, no segundo tempo, temos uma queda. Isso está sendo trabalhado”, concluiu.