Pelo Peixe, Zé Love fez 81 jogos e marcou 26 gols. Na carreira o jogador defendeu mais de 20 clubes (Crédito: Santos FC)

A conquista da Libertadores 2011 é o maior título do Santos neste século. No time comandado por Neymar, muitas estrelas jogavam. Ganso, Elano, Arouca, Léo, Danilo, todos foram importantes. Mas aquele time tinha um coadjuvante no comando de ataque. Zé Love era o centroavante do elenco e teve sua importância na conquista.

Titular do Santos naquela competição, foi dele um dos gols na semifinal contra o Cerro Porteño. Pelo Santos, foram 81 jogos e 26 gols. Além da Copa Libertadores, a atacante levantou o troféu de dois Campeonatos Paulista e uma Copa do Brasil.

Atualmente, Zé Love defende as cores do Brasiliense. Em live com o jornalista Ademir Quintino, o atacante recordou sobre alguns de seus momentos mais marcantes na Vila Belmiro e de sua história. Confira abaixo trechos do que falou Zé Eduardo, conhecido na Vila como Zé Love.

Chegada ao Santos

Acabei indo para o Santos num teste. Estava no ABC de Natal. Abriram essa oportunidade para mim, de seis meses, dei a vida. Tinha 23 anos, vi como minha última oportunidade. Acabei fazendo um contrato de cinco anos depois e fui vendido antes.

Lideranças do elenco

Naquela época, o Neymar e o Ganso estavam começando a ser o que eles são. Dracena já tinha jogado fora, Robinho com Seleção Brasileira e Copa Mundo. Juntamente com o Léo, eram os caras que organizavam. Se deixassem, a gente brincava o tempo todo.

Confiança de Muricy

O Muricy falava para eu marcar os dois zagueiros, para o Neymar jogar. Ele me bancava. Dizia que não ia me tirar e que eu ia jogar os 90 minutos, pois ia ser importante. Eu fazia o meu trabalho.

Teste no Milan

Não teve nada de teste. Quando cheguei na Itália, acabei me machucando. O primeiro ano de Genoa, acabei perdendo. No segundo ano, na pré-temporada, estava muito bem, fazendo gol em todos os jogos. Vieram me falar que eu estava emprestado para o Milan. Quando cheguei em Milão, falaram que a situação tinha mudado, iam tentar outro atacante, caso desse certo, eu voltava para o Genoa. Escolhi voltar, queria jogar logo. Acabei ficando afastado seis meses, presidente do Genoa não gostou da minha atitude.