Filha de Peixe
Anita Efraim é jornalista, corredora e geneticamente santista. O amor pelo time, que é herança do pai, vem em todas as formas. Sempre com uma visão humana e crítica sobre um DNA alvinegro.
O que esperamos do Peixe em 2018
O DIÁRIO DO PEIXE nasceu com o objetivo de oferecer o maior e melhor conteúdo para o torcedor santista. Do nosso lado, prometemos vestir a camisa com muito respeito, dedicação e seriedade para nos tornarmos uma referência para o torcedor nos próximos anos. Esse é o nosso compromisso. E o que esperamos do Santos em 2018? Basicamente, queremos a recíproca ao que prometemos acima. Queremos um time formado por jogadores que respeitem a nossa camisa pesada, do maior clube das Américas no Século XX. Que eles entendam que todos têm a sua importância, mas que nenhum deles é maior do que o Santos Futebol Clube. Não precisamos de estrelinhas, pseudo-craques e chinelinhos. Esperamos jogadores dedicados nos treinos e nos jogos. Sabemos que atletas não são máquinas e podem não render tecnicamente em todas as partidas, mas a transpiração não depende (ou não deveria depender) do momento ou de fatos aleatórios. Suar a camisa é o mínimo que o torcedor quer dos seus ídolos. Compreendemos [...]
É preciso vocação para ser santista
É engraçado ser santista. Ninguém jamais acredita de primeira quando você diz que torce para o Santos, e há sempre aquela necessidade de achar uma explicação para a gente ter escolhido o nosso time: “Você é de Santos?”, “Seu pai te forçou?” ou “Ah, você só deve ser santista por causa do Neymar”. E, por fim, aquela famosa e “supercriativa” provocação: “Mas você é muito nova para ser santista...”. O fato é: não sou de Santos, meu pai não me forçou – ele apenas apontou a direção correta –, eu tenho menos de 50 anos, sou mulher e, sim, tenho uma eterna relação de amor e ódio com o Neymar. O futebol sempre esteve na minha vida por causa do meu pai, de forma positiva e negativa ele o trouxe para casa, o jogo controla desde o canal da televisão até o seu humor. Tem duas coisas a que o meu pai assiste: ficção científica e futebol. Eu nunca consegui ver um “Star Wars” [...]