O Santos chega a este momento do Campeonato Brasileiro com uma campanha que ainda não se deixa definir com facilidade mesmo com a vitória sobre o Atlético Mineiro a conseguir retirar um pouco do peso da rodada e fazer o time subir para a 15ª colocação com 13 pontos após 11 jogos, sem que isso apague o que se viu nas partidas imediatamente anteriores. O empate sem gols com o Cruzeiro no Mineirão deixou uma reclamação forte por causa do gol anulado de Barreal nos acréscimos. A vitória por 2 a 0 sobre o Remo na Vila trouxe alívio, embora a atuação tenha deixado mais dúvidas do que entusiasmo principalmente quando na rodada seguinte, a derrota por 3 a 1 para o Flamengo voltou a expor fragilidades conhecidas, sobretudo quando o jogo pede consistência por mais tempo. É por isso que o Santos segue entre o céu e o inferno, porque consegue produzir recortes de reação, mas ainda não transformou esses sinais em uma sequência que mude de vez o lugar do time na tabela.
O que explica a posição atual do Santos na tabela
O momento do Santos segue aberto a diferentes leituras porque o time alterna partidas em que parece pronto para subir de patamar com outras em que volta a mostrar fragilidades conhecidas. Essa oscilação também aumenta o interesse de quem acompanha análises mais amplas do campeonato, incluindo torcedores que observam apostas de futebol comparadas pelo oddschecker para entender como o mercado enxerga a evolução das equipes ao longo da temporada.
A posição atual do Santos se explica muito pelo contraste entre resultados e desempenho, por exemplo contra o Cruzeiro, o time conseguiu competir fora de casa na estreia de Cuca, ficou organizado por boa parte do jogo e quase saiu com a vitória, não fosse o gol anulado de Barreal mesmo perto do final, ou contra o Remo que mesmo vencendo por 2 a 0 na Vila, deu espaço demais para um adversário que finalizou mais e saiu de campo com a sensação de que poderia ter levado ao menos um ponto. Diante do Flamengo, o Santos até saiu na frente, mas não sustentou o nível quando o rival acelerou no segundo tempo e acabou derrotado de virada no Maracanã. Só contra o Atlético Mineiro a equipe conseguiu juntar resultado com uma atuação de maneira mais convincente, com um 1 a 0 construído com mais controle do meio-campo e menos exposição. E o problema é justamente esse, o fato de o Santos ainda passar a imagem de desequilíbrio.
Os problemas que travam uma evolução mais consistente
No jogo contra o Remo, a falta de criatividade voltou a aparecer como um dos principais problemas do Santos, o que expõe um time que até vence na Vila, mas ainda produz menos do que deveria quando precisa assumir o controle da partida.
Contra o Flamengo, o problema mudou um pouco de lugar e o Santos não conseguiu manter o equilíbrio depois do intervalo e sofreu com um rival que impôs ritmo e aproveitou melhor os espaços. Já na vitória sobre o Atlético, a equipe deu resposta no setor central com Gustavo Henrique e Gabriel Bontempo ao lado de Willian Arão ganhou mais intensidade e neutralizou melhor o adversário, mas o próprio Cuca admitiu depois da partida que faltou eficiência ofensiva para matar o jogo com mais tranquilidade. Em outras palavras, os entraves estão bem identificados, o time ainda precisa criar melhor quando tem a bola, sustentar mais o próprio jogo quando enfrenta adversários fortes e converter suas melhores atuações em vitórias menos apertadas.
O que o Santos precisa fazer para deixar a zona intermediária
A atuação contra o Atlético Mineiro dá uma pista importante do caminho mais viável, Santos funcionou melhor quando encurtou os espaços no meio, correu menos riscos na construção e não deixou o jogo escapar para um cenário caótico. Isso parece básico, mas é justamente o que o time não tem conseguido repetir com frequência e se a equipe quiser sair da faixa intermediária da tabela, vai precisar transformar esse tipo de atuação em padrão e não em exceção, mas também será importante melhorar o aproveitamento ofensivo, porque hoje o Santos até consegue produzir momentos de domínio, mas ainda deixa partidas abertas demais por não aproveitar as chances com mais clareza.
Há também um fator de contexto que pesa bastante, o fato de o Santos seguir pressionado por um ambiente em que cada oscilação ganha muito barulho e em que a lembrança de campanhas recentes continua viva. Aumentando o peso de cada jogo, e faz o time jogar várias rodadas com cara de teste. A vitória sobre o Atlético foi importante justamente porque afastou um pouco a equipe do Z4 e mudou um pouco o humor da semana, mas a tabela ainda não permite acomodação. O retrato mais honesto do Santos hoje talvez seja mesmo este: existe material para reagir, mas a reação ainda precisa durar mais de uma rodada para convencer de verdade.

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