
Federação luta pela sequência do Campeonato Paulista (Crédito: Reprodução)
A Federação Paulista de Futebol adiou para esta terça-feira a reunião com os clubes para discutir o futuro do Paulistão, que está paralisado desta segunda até o dia 30 por determinação do Governo do Estado de São Paulo, como uma das medidas restritivas da fase emergencial de combate ao coronavírus.
O encontro com os clubes aconteceria na tarde desta segunda, mas foi alterado após encontro da diretoria da FPF com representantes do Governo do Estado na manhã desta segunda. A FPF vai agora se reunir com representantes do Ministério Público antes do encontro com os clubes.
Apesar da determinação de paralisação do Paulistão, clubes e Federação já deixaram claro o interesse em seguir com a competição, mesmo que para isso os jogos sejam disputados em outros estados. A determinação de paralisação pelo Governo do Estado foi tomada após pedido do Ministério Público. Os dirigentes agora tentam convencer o MP de que o protocolo do futebol é seguro e usam como exemplo os campeonatos seguiram mesmo com o Lockdown.
Confira a nota oficial da Federação Paulista
A Federação Paulista de Futebol reuniu-se na manhã desta segunda-feira (15) com Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Aildo Rodrigues Ferreira, secretário de Esportes, e Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, no Palácio dos Bandeirantes, para tratar da continuidade do Campeonato Paulista na Fase Emergencial. A FPF agora se reunirá com o Ministério Público Estadual. Por esta razão, as reuniões que estavam agendadas com os clubes nesta segunda-feira foram adiadas para terça-feira.




A forma como essa pandemia é conduzida pelas “otoridades” é lamentável. Estão batendo cabeça. Na falta de vacina, deveriam parar tudo por duas semanas para, efetivamente, reduzir a circulação do vírus. Essas medidas meia boca não resolvem e ainda vão minando a paciência de todos, pois a crise não regride e isso faz com que as tais medidas restritivas caiam em descrédito. Impossível reduzir a circulação do vírus com o transporte público abarrotado (grande parte das autoridades pensa que o vírus só circula à noite e nos finais de semana nos bares e baladas).
É certo que o ambiente do futebol não é controlado, pois seguidamente tem dirigentes e atletas infectados, e essa ideia de fazer jogos em outros estados é muito ruim, pois força o deslocamento da equipe, aumentando a exposição dos atletas durante as viagens e nos hotéis.
Enfim, falta credibilidade aos governantes, que, ao pregar discursos antagônicos, confundem a população. Algumas pessoas acreditam que o covid é mesmo uma “gripezinha”. Na falta de um norte, cada um age conforme bem entende.
A pergunta é: se algum atleta se machucar, vai haver equipe médica e vaga no hospital disponível para o atendimento?
O governo deveria assumir a incompetência e autorizar os particulares a comprarem vacinas em clínicas e farmácias. Para as populações carentes poderíamos pedir doações de doses de vacinas para as grandes empresas (funcionaria melhor do que as doações de cestas básicas).
No ritmo atual de vacinação vamos ficar ainda mais uns dois anos vivendo nessas restrições do que pode ou não pode fazer em cada lugar do País. Ninguém aguenta.