
Surto de Covid afeta Ponte Preta (Crédito: Reprodução/ Diego Almeida)
Próximo rival do Santos no Campeonato Paulista, a Ponte Preta está passando por um surto de Covid-19. São cerca 32 pessoas afastadas do clube entre o técnico, atletas e funcionários. Na manhã desta quinta-feira (18), a Macaca confirmou o teste positivo para a doença dos atletas Yuri, Igor Maduro, Papa Faye, Anderson, Léo Naldi, Marcos Júnior e Jean Carlos. Além do técnico Fábio Moreno, o supervisor de Futebol Cláudio Henrique Albuquerque, o massagista Rogério Melo e o roupeiro Casão.
O zagueiro Thiago Lopes testou negativo, mas foi afastado por estar com sintomas. Rodrigo Maranhos, preparador físico do sub-20 que estava substituindo o Juvenilson nos jogos contra Gama e Botafogo, deu inconclusivo/indeterminado, foi afastado e deve repetir o exame na sexta-feira (19) assim como o chefe de segurança Neves apresenta diversos sintomas de Covid, foi afastado e deverá coletar exame também nesta sexta.
O Campeonato Paulista segue suspenso até o dia 30 de março, o duelo entre Santos e Ponte Preta será adiado. Durante este período, o Peixe teria jogos contra a Internacional de Limeira e o Novorizontino que também serão remarcados.
Veja a nota oficial da Ponte Preta:
Em virtude do alto número de contaminados /afastados por causa da Covid na temporada 2021 – já são 32 pessoas entre atletas e funcionários – a Ponte Preta determinou o endurecimento das medidas que vem implementando desde o início da pandemia, bem como determinou que a Comissão Médica que acompanha o dia a dia do clube faça uma ampla apuração para revisitar todos os procedimentos, verificando se ainda há alguma outra medida que pode ser reforçada.
As determinações já tomadas estabeleceram treinos exclusivamente no CT e mesmo lá estão proibidos o uso do vestiário, banheira, sala de musculação. Os atletas chegam trocados de suas residências e voltam a elas para tomarem banho e se trocarem após as atividades.
Só frequentam o CT os atletas e os funcionários absolutamente necessários para realização de treinos. Todo resto está proibido de entrar no CT, inclusive dirigentes e assessoria de imprensa (não haverá captação de imagens neste período). Também não é mais oferecido café da manhã para os atletas e funcionários antes das atividades, e houve redução no tempo de convívio coletivo na área do CT.
Apesar de o protocolo médico da Federação Paulista de Futebol fazer a exigência de um teste por semana, a Ponte Preta continua testando duas vezes por semana, como vem fazendo, pois entende que esta é a melhor medida científica. Também está mantida a maior rigidez dos casos suspeitos – mesmo que os testes apontem resultado negativo, se houver quaisquer sintomas a pessoa que os sente é isolada.
Todos os procedimentos de proteção estão sendo reforçados com atletas e funcionários diariamente e uma nova cartilha de Orientação Diária foi distribuída. Também desde o início da semana não há mais nenhum tipo de atividade e praticamente nenhum trabalho no Estádio Moisés Lucarelli, que está fechado. A única exceção é a portaria, segurança e dois funcionários para manutenções de gramado. Os demais trabalhos estão todos em Home Office.




Não tem jeito, o vírus está circulando livremente. Basta apenas uma “porta aberta”, como o Gabigol, que foi supostamente jantar num cassino clandestino para contaminar todo o elenco. Enquanto não vacinar, é impossível garantir a saúde de todos os funcionários envolvidos numa equipe. É muita gente para controlar, de forma que a tal bolha de segurança não existe. Precisariam isolar todo mundo, desde jogadores até o porteiro. A sorte é que a grande maioria dos jogadores de futebol que se contamina é assintomática. Se esse é um aspecto positivo, também tem um lado ruim, porque faz com que alguns atletas não levem a sério a pandemia. Basta ver em todos os jogos, as tradicionais resenhas de jogadores, potencializando a circulação do vírus. Os jogadores deveriam tomar cuidado como se todascascpessoas no entorno fossem possíveis infectados, mas fazem o oposto. Tratam todas as pessoas como saudáveis. É questão de tempo para que outras equipes também tenham esses casos de contaminação. E os hospitais lotados, com os profissionais no limite.