Neymar não esteve em noite inspirada contra o Remo (Divulgação/Santos FC)

O Santos recebeu o Remo neste sábado (1º), na Vila Belmiro, em partida válida pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil e, embora tenho criado mais chances para vencer, com direito a duas bolas na trave e um gol anulado de Gabigol, não passou de um empate por 0 a 0.

O resultado deixou tudo aberto na luta por uma vaga nas quartas de final. O duelo decisivo contra a equipe paraense acontece na próxima terça-feira (4), em Belém, às 21h30 (de Brasília).

O Peixe avançará às quartas da Copa do Brasil se vencer a partida por qualquer placar. Um novo empate, também por qualquer número de gols, levará a decisão para a disputa por pênaltis, e uma derrota decretará a eliminação santista.

O jogo

Escalado por Cuca com um quinteto de ataque, o Santos começou a partida em cima do Remo e, logo aos 2 minutos, após boa trama pela esquerda, Gabigol teve a chance de tirar o zero do placar, mas a chance de marcar seu centésimo gol com a camisa do Peixe parou nas mãos do goleiro Marcelo Rangel.

Três minutos depois, mais uma chance de ouro, que contou com a participação de praticamente todo o ataque, mas acabou beijando a trave esquerda depois de um chute colocado do argentino Barreal.

Tanta ofensividade ofensiva gerou buracos no meio-campo. Por isso, a resposta do Remo veio na mesma moeda com um chutaço de Jajá, que aproveitou a falta de marcação e soltou o pé. A bola contou com desvio de Brazão e explodiu na trave.

Depois dos 20 minutos, o jogo passou a seguir o mesmo roteiro: o Remo tocando a bola com facilidade, por conta da dificuldade do Santos na marcação, e o Peixe chegando com qualidade à frente, mas falhando na hora de caprichar nas finalizações.

Aos 30, a melhor chance antes do intervalo. Neymar bateu escanteio, Veríssimo desviou de calcanhar e acertou a travessão. Na sobra, Gabigol tentou alcançar de cabeça, mas a bola passou por cima dele, e o centésimo ficou novamente no quase.

O Santos poderia ter ficado com superioridade numérica depois que João Ananias foi agredido com uma cotovelada, mas o árbitro e o VAR ignoraram. Nos minutos finais, o time ainda teve mais duas chances para abrir o marcador, mas as tentativas de Escobar e Barreal também não encontraram as redes.

2º tempo

O Peixe voltou para o segundo tempo com duas alterações: Gabriel Menino e Caballero entraram nos lugares de Igor Vinícius, que sentiu um desconforto no finzinho da etapa inicial, e Rollheiser, que foi bastante cobrado por Cuca.

Aos 7 minutos, após boa troca de passes da linha ofensiva, Gabriel Bontempo encontrou Gabigol livre na área, mas a bola caiu no pé “ruim” e o chute de primeira saiu alto demais, em mais uma chance desperdiçada pelo camisa 9.

Cinco minutos depois, Gagibol finalmente marcou seu centésimo gol com a camisa do Peixe ao mandar para as redes após escanteio batido por Neymar, mas a comemoração foi interrompida pelo assistente, que marcou saída de bola na batida do camisa 10 para a área.

O Santos passou os minutos finais com Thaciano na vaga de Gabigol e a mesma toada de toda a partida, mas, embora tenha chegado mais perto da vitória, não conseguiu abrir vantagem na luta pela classificação às quartas de final, deixando tudo aberto para a volta em Belém.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 0 X 0 REMO

Competição: Copa do Brasil
Data: 1º de agosto de 2026 (sábado)
Horário: 21h (de Brasília)
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Assistentes:
Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha (RJ) e Luiz Claudio Regazone (RJ)
Quarto árbitro: Jodis Nascimento de Souza (RJ)
VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
Cartões amarelos: Rollheiser, Escobar, Neymar (Santos), Zé Ricardo, Matheus Felipe, Alef Manga, Edson (Remo)
GOLS:

SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius (Gabriel Menino), Lucas Veríssimo (Adonis Frias), João Ananias e Escobar; Christian Oliva, Gabriel Bontempo e Rollheiser (Caballero); Barreal (Rony), Neymar e Gabriel Barbosa (Thaciano). Técnico: Cuca

REMO: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Matheus Felipe, Mayk; Zé Welison, Picco (Edson), Zé Ricardo (V. Bueno); Pikachu (M. Alexandre), Jajá e Alef Manga (Taliari). Técnico: Léo Condé