O atacante Raniel foi o principal reforço do Peixe anunciado até esse momento para a temporada 2020 (Crédito: Santos FC)

A temporada 2020 ainda não começou apenas dentro das quatro linhas. Desde o fim do Campeonato Brasileiro o torcedor santista só pensa em uma coisa: quem chegará para o Peixão? E fora do gramado, nos bastidores, o próximo ano já começou no planejamento (ou já devia ter começado pelo menos). Falo assim porque no Santos tudo é mantido sigiloso por José Carlos Peres, então saber como está o planejamento é algo que só ele presidente pode dizer mesmo.

Muitos nomes são ventilados e é preciso separar interesse de especulação. Na Vila Belmiro, todos os dias chegam DVDs de empresário oferecendo fulano ou ciclano, mas muitos desses atletas nem chegam a ser cogitados (ainda bem!).

O clube já se reforçou com dois jogadores. O lateral Madson, trocado por Victor Ferraz, e o atacante Raniel, que depois de não emplacar no Morumbi ganha vida nova na Vila Belmiro.

São bons reforços, jogadores de potencial, mas se o Peixe sonha com grandes voos em 2020, e aí digo títulos, pois esse ano brigamos mas não ganhamos, é preciso contratar! E contratar com planejamento, não com a loucura anterior, onde por impulso o clube trouxe Cueva e Uribe, por exemplo.

Com os dois reforços que já chegaram e as baixas que já tivemos – Victor Ferraz, Gustavo Henrique e Jorge – e outras que podemos ter, acredito que precisamos pelo menos de mais cinco reforços. E desses, três pelo menos com pompa de titulares.

Não vou falar em nomes, mas em posições. Um lateral esquerdo é urgência, uma vez que só há Felipe Jonatan para o setor. É preciso trazer um atleta do mesmo nível de Felipe ou até com mais experiência, pois esse ano é de Libertadores, competição que exige algo mais.

Para a zaga, o Santos conta com quatro bons zagueiros no elenco, mas se Veríssimo sair, subir Porozo e trazer mais um atleta promissor é necessário.

No meio campo, o time está bem servido de volantes, mas precisa de meias. Um canhoto e um destro. E um desses precisaria ser um camisa 10, aquele dono do time que temos tradição em ter. Sánchez faz esse papel hoje, mas precisa de um companheiro a altura para dividir a responsabilidade.

Já para o ataque trazer mais duas peças são fundamentais, ainda mais com a quase certa saída de Derlis González. E um desses nomes precisa também ser de peso.

Na teoria é fácil falar, já para contratar…ainda mais em um clube que não vive financeiramente seus melhores dias. Mas por isso um bom planejamento é preciso!

A chegada do técnico português Jesualdo Ferreira animou o torcedor, mas ainda é pouco para um torcedor que não grita campeão há quase três anos.

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