Santos promoveu diversos garotos nesta temporada (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)

Por Gabriel Castanho, especial para o Espaço do Torcedor do DIÁRIO*

“Olha aí o novo raio”, “Mais um raio surgindo na Vila Belmiro”.

Se você é torcedor do Santos, tenho certeza que você já ouviu ou usou uma dessas frases, mesmo sem você nunca ter visto esse tal “novo raio” jogar 90 minutos em uma única partida.

E se o “raio” fizer um gol na primeira partida como titular…

Nossa, a torcida vai fazer campanha para que o jogador jogue todos os minutos de todas as partidas.

Se dependesse da vontade dos torcedores esse jogador seria “o novo Neymar”. Mas isso dificilmente (pra não dizer nunca) vai ocorrer.

Primeiramente porque é uma bobagem comparar jogadores nessa situação, já que nunca vai existir um “novo Neymar” ou um “novo Pelé”, por exemplo. Cada jogador tem a sua história, e comparar novos meninos da vila (muito provavelmente adolescentes) em seus primeiros passos entre os profissionais com jogadores que já fizeram história no clube é uma covardia com os garotos.

E se por algum acaso algum novo “raio” corresponder às (grandíssimas) expectativas do torcedor será uma exceção ao caso.

E não tem problema.

Porém a torcida precisa entender isso.

Nenhum elenco se faz só de raios.

Se faz também daqueles bons jogadores, ou daqueles que servem para alguma tática específica durante o jogo, e pode ter certeza que esses meninos podem agregar tanto o elenco, como reforçar o time titular. A única coisa que eles vão precisar é de tempo, para que possam se acostumar ao (diferente) jogo entre os profissionais.

Uma tempestade não se faz só de raios.

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